OLÁ

 

TEXTO INTRODUTÓRIO

 

Leitura em voz alta automática:

 

É na desordem que nascem as melhores ideias. Depois de refinadas, essas ideias geram ordem. E quanto mais desordem, mais ordem! Doidura nãomesística…

Isso funciona como o reflexo de uma imagem no espelho. Se essa imagem representa a desordem, a sua imagem refletida é a ordem. Ou seja, a ordem é um reflexo da desordem.

A razão busca a ordem, o sentimento pouco se lixa pra ordem. Para haver desordem, a razão deve dar chance ao sentimento. Se ela não fizer isso, rapidinho vai se esgotar o estoque da sua fonte de inspiração (desordem).

Claro que fugimos que nem o diabo da cruz da desordem, mas se a solução não estiver ao teu alcance, pára de pensar e relaxa.

Se não fizeres isso, os neurônios penduram.

Quanto mais integridade essa defesa conseguir te dar, mais força tu terás para depois dar ordem a esse pandemônio.

Aposto que quem tem filho concorda em verbo e advérbio com isso. Apesar de cansar o cavalo, essa confusão é divertida.

Essa confusão é como a linha do horizonte: não tem fim. Se achares isso triste, então chora. Mas sinto te informar que é a mais pura da verdade.

Mas quem não tem filhos, como eu, pode perfeitamente viver esse pandemônio através de contextos isolados e meditação.

Da forma que eu faço isso, eu vivo todas as emoções, mesmo sem a necessidade, apenas por vontade própria. O conflito dessas emoções, inclusive as negativas (medo, raiva…), gera esse pandemônio.

Eu experimento essas emoções da maneira mais saudável possível. Isso exige disciplina, coragem e outras coisas. É o preço, mas garanto, vale a pena. Pois, se aguentares esse tranco, maior fica o prazer por ele proporcionado.

Na fase gugu-dádá, bastam algumas pequenas variações para assustarem os neurônios e causarem emoções diversas e inesperadas. A medida que vamos nos desenvolvendo, essas variações precisam ser maiores. Chega um ponto que, por maior que sejam, não causam mais espanto. Aí, antes de mandar tudo pra PQP, é necessário injetar um desafio. Da mesma forma, quando os desafios não adiantarem mais, injeta novidades.

Consulta o material por indução (o contrário da dedução). Se o caos se instalou, relaxa. É porque ótimas ideias estão vindo.

 

Paulo Ricardo Silveira Trainini