FOCO

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Leitura em voz alta automática:

Sobre a crônica “Servidão? “, contida no livro “Hoje não vou falar de amor – Rubem Penz”:


Conversa entre Rubem e Paulo:

PAULO FALA

Rubem, ao ser questionado “Qual a função da arte?”, respondeste incisivamente “Para libertar!”. Logo depois, disseste “E basta nos servirmos do jorro alheio para ganhar a oportunidade de entender a função da arte.”

Imagina um cientista da área das ciências exatas jorrando razão, abafando completamente os gritos da emoção. No meio do seu doutorado, esse cientista procura descobrir soluções que ainda não foram exploradas. Se ele conseguir, essa pesquisa servirá de base para outros estudos científicos que cultivem, só através da razão (sem nenhuma influência da emoção), e refinem o máximo a descoberta, viabilizando a contribuição da emoção.

Imagina agora que a razão é o anjo e a emoção, o diabo. Os dois vivem brigando.

PAULO FALA

Se conseguimos sobreviver por milênios é porque a interação entre as ciências exatas e as outras funciona assim. Se a emoção se intrometesse no doutorado do cientista, iria tudo por água a baixo.

Se fores questionado “Qual a função da arte?” no meio de cientistas das áreas exatas e responderes em alto e bom som “Para libertar!”, aposto que esses cientistas pensarão “Mais um desses idiotas…”

Ao invés de responder “Para libertar!”, eu responderia “Para semear plantas ainda não cultivadas”.

Vai que algumas deem lindas flores…

RUBEM FALA

Muito bom! Porém, a liberdade (e a dúvida – as boas perguntas) movem tanto cientistas quanto criadores. Sem libertar-se do estabelecido, a ciência não avança, né? Abração, Paulo!

PAULO FALA

Não faz muito tempo, a neurociência descobriu que o cérebro toma as suas decisões não só pela razão, como se pensava antes. Mas por uma combinação nebulosa entre a razão e a emoção.

RUBEM FALA

A publicidade e a propaganda já intuíram isso faz tempo.


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