PROGRESSÃO ACELERADA

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O medo não é real. O perigo é.

PROGRESSÃO ACELERADA

O problema do vazamento de dados de um sistema sempre pode ser resolvido com a sintonia perfeita entre o homem e a tecnologia.

Imagina que o homem é um cavaleiro montando um potro redomão. E que eles precisam atravessar um terreno ultra perigoso em apenas três dias portando dados que não podem ser vazados. O potro é o cérebro do cavaleiro.

Se a tecnologia diz que não consegue fazer isso em apenas três dias, logo no amanhecer do terceiro dia, estará feito. Ainda, dará de brinde um potro domado.

Reuniões diárias, noites mal dormidas, hackers, veja bem…

Veja bem, o caramba!

Na hora que um amigo meu desabafa coisas que causam medo de um futuro negro, olho bem no olho dele e presto bem atenção no que ele diz.

Quando ele plantar uma flor de medo, interrompo e falo só o mínimo suficiente para amenizar o seu sofrimento presente, mais nada.

E mais, deixo claro pra ele que eu prestei bem atenção no que ele disse e que eu não menosprezei o seu medo. Mas também, deixo claro que repetições que considerem os resultados das repetições anteriores do uso da mesma estratégia diminuem o perigo futuro em progressão acelerada.

Medo do medo, o caramba!

Paulo Ricardo Silveira Trainini


AS VISTAS DE UM MARAGATO

Horor, o caramba!

Estou mais animado que um fandango
Com aquela história,
Que, se não me falha a memória,
Conta, as vistas de um maragato,
Brabo feito porco do mato,
A vida de um certo chimango.

Diz ele que, segundo Lautério,
Tinha lá um guri à toa e tinhoso.
Não imagina como era medroso.
Parecia uma moça assustada
Se via uma faca apontada,
Conta Lautério, sem o menor critério.

Era um tramanzote de marca maior.
Por sorte, ganhou proteção
De um figurão.
Ainda, se não erro,
Foi eleito à testa de ferro.
Vestiu a guaiaca e fez cara de major.

O figurão era valente.
Resolvia as coisas no laço.
Ainda por cima era ricaço.
Escolheu, com toda a ciência,
Por sua obediência,
O pau mandado prá gritar na frente.

Antes de guardar os esporões,
O patrão foi falando
Que ia continuar mandando,
Decidindo o rumo da estância,
Não abrindo mão da sua importância,
Apesar de deixar o guaipeca ordenar os peões.

Os ensinamentos que recebeu
Do seu protetor,
Olhando de fora, parecem um horror.
Eram maquiavélicos,
Mas munidos de poderes bélicos.
E, mesmo que um bocó, nunca mais esqueceu.

Logo que o velho morreu,
O maturrango, seguindo sua natureza,
Que prá bons princípios, podem ter certeza,
Não dá a menor importância,
Se apoderou da estância
Só aplicando o que aprendeu.

Paulo Ricardo Silveira Trainini


DESPIDO

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“Eu temo o dia em que a tecnologia ultrapasse nossa interação humana, e o mundo terá uma geração de idiotas.”

Albert Einstein

DESPIDO

Não sei ao certo quanto tempo a ciência já sabe disso. Duvido que seja menos do que mil anos. Bem, seja como for, ela já sabe que eventos naturais (desastres naturais, degradação de materiais, evolução dos seres vivos…) segue um mesmo padrão, despido pela distribuição normal.

Apesar da imprevisibilidade de coisas do amanhã, essa distribuição torna possível prever o rumo desses acontecimentos. Aí vai um exemplo:

Imagina um grande rio e seus afluentes. Cada afluente nasce e segue um curso totalmente independente dos outros afluentes, mas sempre acaba, direta ou indiretamente, no rio central, que desagua no mar.

Se sobrevoares a região, verás que, apesar da independência, todos os afluentes estão relacionados de forma harmônica com o todo.

Cada afluente decide o seu rumo pelo que tem logo a frente, não mais adiante. Ele desbrava o desconhecido [ REF 1 ] assim, não pelas previsões. Aposto que a natureza se harmoniza assim. não tem como teorizar essa harmonia. Pois, na prática a teoria é outra.

Paulo Ricardo Silveira Trainini

REFERÊNCIAS:

  1. G2 (2015) -> Desbravando o desconhecido


IDEIA DO SITE

Também disponível em PDF através do menu principal em G1 (2014) -> Ideia Do Site

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IDEIA DO SITE

Pála de concodá ou discodá. Plesta atenção, ove, pensa e faz. Ah, e queto. Se quisé lespondê, lesponde. Mas cum alívo, não cum mais poblemas, pulque di poblemas eu tô falto. Adultos, tcs tsc.

Esse pitoco irá falar sobre o desenvolvimento de um ser humano, mas serão só coisas básicas. Porque se ele se atrever a passar disso, vai levar umas palmadas.

Si pisá na bola, pisô, e daÍ? Xinga tu mesmo, remenda e segue em flente. Pensa no que é bom plá mim e me mostla os caminho. Eu vô na tua cacunda, mas quem escolhe o caminho é eu, não tu.

Quando eu ficá mais glande, me leva plá escola. Se tem muita escola difelente, escole umas e me deixa escolê a qui eu mais gosto. Se tivê papel de um monte de escola na colespondência, não joga fola. Me mostla e sépala as que eu ri.

Se quiser tlocá o sofá, não escole o novo agola. Antes me põe nele e espelha eu pedi plá saí. Quando eu pedi, tu vai vê o que tá elado nele. Só pensa nas loja depois. Quando achá, compla. Não convelsa com o home da loja.

Depois sossega. Põe o ropão e faz um chimalão. Eu fico contigo. Mais eu plefilo a mamadela.


Essa historinha não é para te dizer como criar uma criança. Mesmo porque, eu não tenho o menor cacife pra isso. Não tenta adiantar a formação desse pitoco. Primeiro cuida da formação dele, deixa ele curtir o máximo as fases. Ele vai crescer muito melhor assim.

Essa historinha apenas te dá as orientações básicas de como aproveitar melhor esse site. Antes de navegar por ele, te põe no lugar desse pitoco. Apesar de não ter respeitado rigorosamente alguns conceitos formais, absolutamente tudo que tem nele possuiu uma fidelidade completa com a minha vida desde que eu me conheço por gente. Essas coisas estão completamente fundamentadas na minha prática.

Uma amiga disse: “temos que ter paciência”. Eu completaria: “…sobretudo, conosco.”. Ou seja, agir com paciência e sem atropelos.

Depois de pegar o espírito dessa historinha, explora cada publicação contida nesse site por indução (caminho inverso ao da dedução). Repete-a, ajustando da melhor forma pra ti, até que ela dê um resultado satisfatório pra ti (resultado satisfatório é suficiente, porque resultado perfeito não existe). Só depois disso, explora outra publicação.

Quando sentires a criatividade sumindo da tua vista, relaxa, ela não foi embora. Só ficou de saco cheio dessas repetições e deu uma banda. Quando isso acontecer, varia parcimoniosamente dando a essa criança o que ela não espera. Ela agirá como um passarinho arisco e curioso. Ao avistar algo diferente, ele se esquiva, depois vem sozinho, pousa e larga um cocozinho criativo. Nessa hora, não come mosca, anota porque pode ser a única oportunidade. Mas te segura! Não publica ainda, refina antes. Pois sempre dá prá melhorar.

Essas variações têm o objetivo de dar um “susto” nos neurônios e acordar os que estão dormindo. Se a maioria acordar, a capacidade do teu corpo (músculos, cérebro…) será muito melhor aproveitada. Esse é o motivo do nome do site.

Neste refinamento, te põe no lugar de quem verá esse material e seja o mais pragmático possível. Todavia, o teu julgamento é o mais importante, pois, entre outras coisas, isso garante a coerência com as tuas outras publicações.

Sobretudo, cuidado! Cada um tem um limite diferente para essa variação e só um especialista pode diagnosticar isso. Se a variação passar desse limite, dá problema.


Ainda, quando esse passarinho voltar, dificilmente ele vai pousar no mesmo lugar. Ou seja, quando a criatividade voltar, ela provavelmente vai se manifestar em outra questão. Foi assim que eu construí as publicações desse site. Eu esperei pacientemente a criatividade me dizer que publicação eu deveria fazer. Mas não corri atrás desse passarinho criativo. Apenas limpei o campinho e variei alguma coisa. Esperei ele voltar e largar um cocozinho criativo desses. Depois de limpar essa sujeirinha, eu elaborei a publicação.

Antes de mostrar esse site pro pitoco, desenvolve bem a espinha dorsal dele. Cuida para fortalecer todas as vértebras e de maneira bem distribuída. Pois, se uma delas falhar, as outras não deixam o pitoco cair.

Se a espinha do pitoco não estiver bem desenvolvida, ao encarar o primeiro monstro, o pitoco se desmantelará. Mas se ele tiver com a espinha bem forte, esse monstro virará conselheiro e trará grandes ideias.

Praticar meditação me deu, entre outras coisas, intuição. Por exemplo, as últimas publicações combinaram perfeitamente com as primeiras (feitas muito tempo antes). Como? Seia lá… Só foquei em fazer o que tinha que ser feito na hora e esperei.

Agora, te concentra no que estás fazendo e te diverte.

Paulo Ricardo Silveira Trainini


PROTEGIDOS

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PROTEGIDOS

Depois de descobrir a equivalência da memória cache do computador (memória de alta velocidade de acesso) com a do cérebro, eu comecei a investigar o que causava os meus problemas de saúde mental: vícios, hábitos insalubres, medos irreais…

De cara, descobri que a minha memória tava uma imundície, totalmente intoxicada. Era impossível curá-la sem antes desintoxicá-la. Pelo que eu li no livro A Arte de Esquecer, do Ivan Izquierdo, acho que essa desintoxicação que falo corresponde à desintoxicação da memória que ele fala. Ele ressalta que essa desintoxicação é como a desintoxicação de um drogado em recuperação. No computador, acho que ela corresponde a limpar a memória reservada para um processo antes de iniciá-lo.

Seguramente, essa é a fase mais difícil. No meu caso, durou alguns meses. Eu tive todos os problemas listados na figura. Inclusive, tive de usar medicações para controlá-los. Mas usei-os com bastante parcimônia. Bem mais do que a grande maioria das pessoas, principalmente dos mais abastados.

Por exemplo, quando eu relatei para o meu neurologista o que se passava na minha cabeça ao me deitar a noite pra dormir (listado na figura acima), ele de cara identificou o problema e me receitou um remédio.

Mas ao ler sua bula, me apavorei. E resolvi enfrentar um dia sem usá-lo. A muito custo, consegui. Consegui repetir o sucesso mais um dia e com um pouquinho menos sofrimento. Depois de uns dez dias, aqueles medos fantasmagóricos (pânico) viraram medinhos de nada. Depois de alguns meses, esses medinhos de nada viraram pó e sumiram completamente.

Antes de me aventurar a tentar vencer esse problema sem usar a medicação (nunca a usei), lancei mão de técnicas corporais que aprendi antes. Sem elas, quem teria virado pó seria eu. Então, não deixa de seguir as orientações do teu médico se não estiver bem seguro disso. Quem quiser saber as mágicas que eu fiz, clica em http://sustonosneuronios.org/cama-2/

Nas primeiras horas de cada dia que eu conseguia driblar os fantasmas da noite, eu me sentia mais forte, criativo e preciso. E também, uma coisa que até hoje é misteriosa: eu ficava com a visão pra perto mais nítida, tipo usar óculos pra perto.

Esse drible que eu falei, é a mesma coisa que um proxy tunnel (túnel de transmissão de dados protegidos em redes de computadores através de uma conexão não confiável), transmitindo as mensagens enviadas antes de dormir de forma íntegra no meio de uma confusão. Isso que falei tá ilustrado na figura acima.

Na hora de dormir, eu anotava em papel as palavras-chaves dos fantasmas e depois voltava a relaxar com respiração diafragmática (não pulmonar). Só resgatava os papéis com as anotações no dia seguinte depois do convívio social.

O motivo de anotar em papel e esquecer do que foi anotado é para se comunicar com o futuro através de troca de mensagens assíncronas, não síncronas. Dessa forma, elas serão processadas pelas mágicas do cérebro antes de chegar nas mãos dos destinatários.

Paulo Ricardo Silveira Trainini


CONSEGUI

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CONSEGUI

Diferente que uma criação refinada só com correções, a percepção de algo já criado, mas ainda não refinado, carrega um potencial de impacto e abrangência sociais muito maiores.

Apesar da criação e a percepção de algo já criado alcançarem o mesmo nível de prazer, a criação gera euforia, a percepção, não. Por causa disso, quem só percebe algo que já foi criado, mas ainda não lapidado, pode explorar a criação de forma muito mais inteligente do que quem cria e refina só com correções. Eu demorei anos pra conseguir essa façanha, mas consegui, ufa!

Primeiro, eu tive de desintoxicar os meus neurônios de todos os meus vícios, que eliminavam qualquer chance de ter paciência na hora de uma ideia criativa. Essa foi a fase mais difícil. Rolou surtos psicóticos, pânico, depressão e outras coisas fantasmagóricas. Depois, eu tive de desenvolver suavemente o potencial do meu cérebro, para só depois explorar a minha capacidade de percepção.

Como eu comentei antes, segundo o que eu li no livro “A Arte de Esquecer” – Ivan Izquierdo, a neurociência descobriu que o cérebro toma as suas decisões não só pela manifestação da razão, como se pensava antes, mas também pela consideração da manifestação das emoções. E essa combinação, ainda nebulosa, invalidou o teste de QI para medir a inteligência.

Depois dessa descoberta, a neurociência admite que não consegue medir com precisão a inteligência de ninguém. Na opinião dele, a inteligência muito alta, vem de uma característica genética. Para reforçar, ele disse que as pessoas mais inteligentes do mundo não são as de QI mais alto.

Apesar de reconhecer que o meu conhecimento do cérebro não chega a sola do sapato do dele, eu acho que a genialidade pode ser desenvolvida através da exploração da capacidade de percepção, mesmo sem ser geneticamente superdotado. Ou seja, qualquer bosta pode ser um gênio.

Uma deficiência que eu tenho em relação a maioria é que eu não consigo ler rápido. Agora que eu deixei a bosta rolar solta, eu consegui reler calmamente mesmo texto algumas vezes. No fim, consigo entendê-lo tão bem quanto um gênio.

Quando sentires medo, abafa as emoções e age só pela razão. Nessa hora, só te defende, não ataca. Depois que o medo sumir, faxina a consciência. Só depois, deixa as emoções se manifestarem. O medo não é real, o perigo é.

Paulo Ricardo Silveira Trainini