BOM DIA, CANECA

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BOM DIA, CANECA

Todas as minhas ideias foco, as que encabeçam os meus posts, nasceram em situações muito próximas de abismos. Esses abismos ficam a beira do rio da loucura. Ao chegar lá, eu passava por situações fantasmagóricas, tipo surtos psicóticos, crises de pânico, crises de depressāo e outros.

Já visitei esses abismos diversas vezes, mas eu nunca mergulhei nesse rio. Quando eu chegava na margem, os fantasmas iam embora e eu respirava aliviado. Aí, eu me alimentava, tomava um cafezinho e só observava o fluxo do rio, sem mergulhar (sem divulgar nada).

Faz alguns anos que essas situações fantasmagóricas nāo me atormentam. Tomara que nunca mais voltem. Porém, ainda que com bem menos frequência, eu continuo visitando esses abismos.

Quase sempre, o que antecedia essas situações fantasmagóricas que eu falei eram conversas com objetos inanimados. Tipo a conversa que o Jô Soares (gênio!) teve com uma caneca. Ele contou que um dia olhou pra uma caneca e disse “Bom dia, caneca.” e a caneca respondeu “Bom dia, Jô”.

Se tu perceberes a proximidade de uma situaçāo fantasmagórica, anota em papel o que foi observado logo antes (rabisco rápido, sem nenhum refinamento), tira-o da vista e limpa a memória de trabalho. Eu faço essa limpeza através da MEDITAÇĀO PLENA 1.

Mas, se tu já és orientado por um médico, segue as orientações dele e ignora a minha sugestāo.

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Agradeço aos céus por ter tido uma ótima educaçāo e estar sendo muito bem orientado por médicos. Senāo, eu já tinha me atirado no rio da loucura.

As coisas que me fazem nāo me atirar sāo comandadas pela razāo. As coisas que me fazem observar o rio sāo comandadas pelo coraçāo.

A minha razāo e o meu coraçāo vivem brigando, mas nunca se separam. Apenas respeitam essa inversāo de comando sempre.

Diga-se de passagem, quando eu falo “meu coraçāo”, eu falo apenas de forma poética, pois tudo que sentimos vem do cérebro, nāo do coraçāo. O coraçāo nāo passa de uma pobre vítima do que rola no cérebro.

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Imagina que essas coisas racionais formam um metrônomo, as coisas sentimentais fazem a observaçāo dos movimentos loucos do fluxo do rio.

Sem um metrônomo, os músicos de uma banda se perdem, por mais experientes e introzados . Mas se ignorarem o coraçāo, a criatividade some e a música fica uma porcaria. Só restará a loucura.

Os fantasmas que me empurraram pro rio da loucura usaram de todos os seus artifícios para me fazer mergulhar. Geralmente, eles poluíam a minha consciência de informações confusas até o transbordamento.

Esse transportamento causava as situações fantasmagóricas que eu falei antes. Ele é análogo a um problema de segurança da informaçāo chamado “buffer overflow”. Esse é o nome de uma das principais táticas usadas por hackers para quebrar a segurança de um sistema e invadir.

A soluçāo de tudo é, pasmem, nāo um meio termo entre a razāo e o coraçāo, mas a convivência harmônica dos dois, mantendo-os íntegras nas suas essências. Ou seja, só misturá-los, nāo combiná-los.

Paulo Ricardo Silveira Trainini

DO VIRTUAL PRO REAL

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DO VIRTUAL PRO REAL

O pânico faz parte do meu passado, felizmente. Durante uma crise, o medo dominava totalmente a minha consciência e a minha razāo só obedecia o medo.

Se, antes de uma crise, o cérebro nāo se munir de armas para controlá-la, nāo vai ser durante uma que ela conseguirá isso, pois o medo ficará “jogando areia nos olhos da razāo” sem parar e me mandando fugir rápido, como se estivesse sendo perseguido por um assassino. Nada real,  pura mania de perseguiçāo.

Fora o teu conhecimento, as únicas armas que conseguem fazer esse controle sāo medicações. Mas eu nunca lancei māo delas para esse fim. Só usei o meu conhecimento.

Durante uma crise, eu usava essas armas racionais apenas de maneira indireta, deixando a consciência decidir apenas quando acioná-las. Mas depois de acionadas, o comando sai das māos da consciência e vai todo pro meu conhecimento adquirido antes.


Por exemplo, quando a frequência das falas dos monstros que me causavam muito medo (monstros imaginários) diminuía, significava que a crise estava se aproximando de uma porta de saída. A partir daí, como eu aprendi antes, eu mandava todo a ar inspirado, o mais lento que eu conseguia, pra barriga e nada pro pulmāo. Expirava o mais devagar possível, fazendo um barulho de ronco, afundando o umbigo.

Isso fazia com que todo o corpo relaxasse, como uma gelatina descansando. Dessa forma, o corpo consegue focar essa porta.


Hoje, apesar de nāo conseguir me lembrar do que eu sentia durante uma crise de pânico, consigo lembrar dessas minhas armas racionais. Eu tenho a nítida impressāo de que eu teria tido um ataque cardíaco caso nāo tivesse essas armas.

Essas armas carregam soluções virtuais que só se tornarāo reais depois de acionadas e executadas. Ou seja, a soluçāo de problemas catastróficos pode parecer impossível para o medo, mesmo que na realidade sejam simples.

O medo é importante para nos alertar de um possível perigo, mas nunca deixa o medo dominar a tua consciência. Pois, o medo esconde completamente essas portas de saída.

Te concentra na respiraçāo e espera diminuir a frequência das manifestações dos montros. A diminuiçāo da frequência das falas dos monstros, é igual ao mergulho de um surfista no mar, sendo que as falas correspondem as ondas e o surfista, a tua consciência. As irregularidades, regularidades, frequência das ondas…  tô achando que é tudo igual.

Quando estiveres na última arrebentaçāo, limpa o máximo que puderes o campo visual e o auditivo.

Paulo Ricardo Silveira Trainini

 

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COVID LOUCO – (paródia de Cachorro louco – TNT)

Nada que já nāo foi vivido
Até ficamos sem pāo
Passa fácil só com um espirro
Parece perseguiçāo

COVID LOUCO
COVID LOUCO

Era um vírus muito sensível
Propaga em qualquer lugar
Mas pra piorar o cenário
O medo vai dominar.

COVID LOUCO
COVID LOUCO

Diziam que ele mata
Usa a razāāāo
É só cabeça fria
Pensa nisso todo dia
aaaaaaaa

Paulo Ricardo Silveira Trainini – PRST

COCOZINHO CRIATIVO

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COCOZINHO CRIATIVO

Logo depois que eu fiz a faxina pesada no meu cérebro (desintoxicaçāo da memória), comecei a perceber algumas falhas que eu cometia antes. E o que é pior, eu nāo achava que eram falhas. Jogava todas as culpas na má sorte e na maldade dos outros, que quase sempre nāo existia.

Antes da desintoxicaçāo, eu captava informações vindas de estímulos externos (auditivos, visuais e etc), julgava-as e rapidamente reagia. Depois de alguns segundos ou poucos minutos, eu esquecia completamente de tudo.

Esse esquecimento era uma espécie de “varrer pra baixo do tapete”, que significa tirar da consciência sem nenhum tipo de tratamento. Imagina que abaixo do tapete fica o inconsciente. Esquecer assim de fatos violentos transforma o cérebro num pessoa violenta. Esse tratamento que falei é exclusivamente racional. Aqui, quanto mais conhecimento e experiência, melhor.

Antes da desintoxicaçāo, os meus julgamentos eram feitos apenas por instinto, sem qualquer relacionamento com as informações anteriores.

Aí, eu fiz a minha primeira mudança de comportamento. Apesar de continuar captando e julgando rapidamente, eu procurava nāo reagir na hora. Deixava para decidir como reagir depois, considerando o que foi registrado agora.

Antes, eu era convicto que postergar as minhas reações assim era uma idiotice. E que reagir na hora era o melhor, como nāo tirar o pé do acelerador nunca.

Depois de algumas vezes que eu agi assim, ficou claro que eu cometia erros pré-históricos e nāo percebia isso. Queres um exemplo? Imagina que alguém está te contrariando. Se tu reagires na hora, o que vai acontecer? Te jogo como vai dar merda. E se a merda se espalhar, vai pintar aquela vontadezinha de se jogar num precipício.

Essa mudança de comportamento que falei foi apenas a primeira que eu fiz. Mas teve várias outras, eu sempre deixei o próprio inconsciente decidir quando fazer. Depois desse sinal verde, a consciência decide como fazer. Se eu deixasse que o meu conhecimento e experiência dominasse o volante, ia dar merda de novo.

Depois da desintoxicação, esse erro ficou óbvio. Eu fico pasmo como cometemos essa idiotice desde que éramos macacos e, além do morro de merda ficar cada vez maior, ele continua sorridente.

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Para desintoxicar o cérebro, procura quem tem conhecimento e experiência nisso. Mas antes, faz isso que vou te dizer, que já é suficiente para perceber essa idiotice:

Ao sentir algo forte durante um programa de televisāo e nāo entender o porquê desse sentimento, desenha algo bem simples relacionado com esse sentimento. Logo depois, tira o papel da vista e continua prestando atençāo no programa. Depois de algumas horas, pega esse papel e relaciona o seu significado com a tua bagagem racional. Te jogo como perceberás duas coisas: uma idiotice e um cocozinho criativo.

Paulo Ricardo Silveira Trainini


CATRACA

CATRACA

Imagina um motorista dirigindo na chuva durante a madrugada em uma estrada sinistra. O motorista reduz a velocidade e oscila o foco dos faróis de perto pra longe.

Foco pra perto representa captar informações com precisão. Foco pra longe representa captar informações sem precisão.

Informações precisas permitem ações imediatas. Informações imprecisas nāo. Mas, apesar de nāo permitirem ações imediatas, as informações imprecisas sāo absolutamente necessárias para planejar ações futuras. Sem esse planejamento, é fracasso na certa.

O meu cérebro pensa assim desde que eu me conheço por gente. Essa oscilaçāo é totalmente irregular e imprevisível. Sobretudo porque depende dos resultados das ações presentes, tanto das minhas quanto dos outros.

Mas, assim como um carro atravessando um terreno perigoso, o enfrentamento dessas situações sinistras reduzem gradativamente o medo presente e consequentemente o perigo futuro.

Interessante que essa reduçāo acontece mesmo que os prováveis obstáculos futuros permaneçam igualmente irregulares e imprevisíveis.

Imagina que a parte esticada da fita dessa catraca contenham as informações conscientes. E que a parte nāo esticada da fita contenham as informações inconscientes.

Depois de usar tantas vezes essa catraca, problemas que mais pareciam dragões alados furiosos ficaram parecendo passarinhos brincando numa torneira. Agora, imagina que a fita seja o cérebro.

O caminho do futuro é um só. Mas ele nāo está pronto. Pois depende, entre outras coisas, do presente.

Paulo Ricardo Silveira Trainini


PROGRESSÃO ACELERADA

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O medo não é real. O perigo é.

PROGRESSÃO ACELERADA

O problema do vazamento de dados de um sistema sempre pode ser resolvido com a sintonia perfeita entre o homem e a tecnologia.

Imagina que o homem é um cavaleiro montando um potro redomão. E que eles precisam atravessar um terreno ultra perigoso em apenas três dias portando dados que não podem ser vazados. O potro é o cérebro do cavaleiro.

Se a tecnologia diz que não consegue fazer isso em apenas três dias, logo no amanhecer do terceiro dia, estará feito. Ainda, dará de brinde um potro domado.

Reuniões diárias, noites mal dormidas, hackers, veja bem…

Veja bem, o caramba!

Na hora que um amigo meu desabafa coisas que causam medo de um futuro negro, olho bem no olho dele e presto bem atenção no que ele diz.

Quando ele plantar uma flor de medo, interrompo e falo só o mínimo suficiente para amenizar o seu sofrimento presente, mais nada.

E mais, deixo claro pra ele que eu prestei bem atenção no que ele disse e que eu não menosprezei o seu medo. Mas também, deixo claro que repetições que considerem os resultados das repetições anteriores do uso da mesma estratégia diminuem o perigo futuro em progressão acelerada.

Medo do medo, o caramba!

Paulo Ricardo Silveira Trainini


AS VISTAS DE UM MARAGATO

Horor, o caramba!

Estou mais animado que um fandango
Com aquela história,
Que, se não me falha a memória,
Conta, as vistas de um maragato,
Brabo feito porco do mato,
A vida de um certo chimango.

Diz ele que, segundo Lautério,
Tinha lá um guri à toa e tinhoso.
Não imagina como era medroso.
Parecia uma moça assustada
Se via uma faca apontada,
Conta Lautério, sem o menor critério.

Era um tramanzote de marca maior.
Por sorte, ganhou proteção
De um figurão.
Ainda, se não erro,
Foi eleito à testa de ferro.
Vestiu a guaiaca e fez cara de major.

O figurão era valente.
Resolvia as coisas no laço.
Ainda por cima era ricaço.
Escolheu, com toda a ciência,
Por sua obediência,
O pau mandado prá gritar na frente.

Antes de guardar os esporões,
O patrão foi falando
Que ia continuar mandando,
Decidindo o rumo da estância,
Não abrindo mão da sua importância,
Apesar de deixar o guaipeca ordenar os peões.

Os ensinamentos que recebeu
Do seu protetor,
Olhando de fora, parecem um horror.
Eram maquiavélicos,
Mas munidos de poderes bélicos.
E, mesmo que um bocó, nunca mais esqueceu.

Logo que o velho morreu,
O maturrango, seguindo sua natureza,
Que prá bons princípios, podem ter certeza,
Não dá a menor importância,
Se apoderou da estância
Só aplicando o que aprendeu.

Paulo Ricardo Silveira Trainini


DESPIDO

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“Eu temo o dia em que a tecnologia ultrapasse nossa interação humana, e o mundo terá uma geração de idiotas.”

Albert Einstein

DESPIDO

Não sei ao certo quanto tempo a ciência já sabe disso. Duvido que seja menos do que mil anos. Bem, seja como for, ela já sabe que eventos naturais (desastres naturais, degradação de materiais, evolução dos seres vivos…) segue um mesmo padrão, despido pela distribuição normal.

Apesar da imprevisibilidade de coisas do amanhã, essa distribuição torna possível prever o rumo desses acontecimentos. Aí vai um exemplo:

Imagina um grande rio e seus afluentes. Cada afluente nasce e segue um curso totalmente independente dos outros afluentes, mas sempre acaba, direta ou indiretamente, no rio central, que desagua no mar.

Se sobrevoares a região, verás que, apesar da independência, todos os afluentes estão relacionados de forma harmônica com o todo.

Cada afluente decide o seu rumo pelo que tem logo a frente, não mais adiante. Ele desbrava o desconhecido [ REF 1 ] assim, não pelas previsões. Aposto que a natureza se harmoniza assim. não tem como teorizar essa harmonia. Pois, na prática a teoria é outra.

Paulo Ricardo Silveira Trainini

REFERÊNCIAS:

  1. G2 (2015) -> Desbravando o desconhecido


IDEIA DO SITE

Também disponível em PDF através do menu principal em G1 (2014) -> Ideia Do Site

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IDEIA DO SITE

Pála de concodá ou discodá. Plesta atenção, ove, pensa e faz. Ah, e queto. Se quisé lespondê, lesponde. Mas cum alívo, não cum mais poblemas, pulque di poblemas eu tô falto. Adultos, tcs tsc.

Esse pitoco irá falar sobre o desenvolvimento de um ser humano, mas serão só coisas básicas. Porque se ele se atrever a passar disso, vai levar umas palmadas.

Si pisá na bola, pisô, e daÍ? Xinga tu mesmo, remenda e segue em flente. Pensa no que é bom plá mim e me mostla os caminho. Eu vô na tua cacunda, mas quem escolhe o caminho é eu, não tu.

Quando eu ficá mais glande, me leva plá escola. Se tem muita escola difelente, escole umas e me deixa escolê a qui eu mais gosto. Se tivê papel de um monte de escola na colespondência, não joga fola. Me mostla e sépala as que eu ri.

Se quiser tlocá o sofá, não escole o novo agola. Antes me põe nele e espelha eu pedi plá saí. Quando eu pedi, tu vai vê o que tá elado nele. Só pensa nas loja depois. Quando achá, compla. Não convelsa com o home da loja.

Depois sossega. Põe o ropão e faz um chimalão. Eu fico contigo. Mais eu plefilo a mamadela.


Essa historinha não é para te dizer como criar uma criança. Mesmo porque, eu não tenho o menor cacife pra isso. Não tenta adiantar a formação desse pitoco. Primeiro cuida da formação dele, deixa ele curtir o máximo as fases. Ele vai crescer muito melhor assim.

Essa historinha apenas te dá as orientações básicas de como aproveitar melhor esse site. Antes de navegar por ele, te põe no lugar desse pitoco. Apesar de não ter respeitado rigorosamente alguns conceitos formais, absolutamente tudo que tem nele possuiu uma fidelidade completa com a minha vida desde que eu me conheço por gente. Essas coisas estão completamente fundamentadas na minha prática.

Uma amiga disse: “temos que ter paciência”. Eu completaria: “…sobretudo, conosco.”. Ou seja, agir com paciência e sem atropelos.

Depois de pegar o espírito dessa historinha, explora cada publicação contida nesse site por indução (caminho inverso ao da dedução). Repete-a, ajustando da melhor forma pra ti, até que ela dê um resultado satisfatório pra ti (resultado satisfatório é suficiente, porque resultado perfeito não existe). Só depois disso, explora outra publicação.

Quando sentires a criatividade sumindo da tua vista, relaxa, ela não foi embora. Só ficou de saco cheio dessas repetições e deu uma banda. Quando isso acontecer, varia parcimoniosamente dando a essa criança o que ela não espera. Ela agirá como um passarinho arisco e curioso. Ao avistar algo diferente, ele se esquiva, depois vem sozinho, pousa e larga um cocozinho criativo. Nessa hora, não come mosca, anota porque pode ser a única oportunidade. Mas te segura! Não publica ainda, refina antes. Pois sempre dá prá melhorar.

Essas variações têm o objetivo de dar um “susto” nos neurônios e acordar os que estão dormindo. Se a maioria acordar, a capacidade do teu corpo (músculos, cérebro…) será muito melhor aproveitada. Esse é o motivo do nome do site.

Neste refinamento, te põe no lugar de quem verá esse material e seja o mais pragmático possível. Todavia, o teu julgamento é o mais importante, pois, entre outras coisas, isso garante a coerência com as tuas outras publicações.

Sobretudo, cuidado! Cada um tem um limite diferente para essa variação e só um especialista pode diagnosticar isso. Se a variação passar desse limite, dá problema.


Ainda, quando esse passarinho voltar, dificilmente ele vai pousar no mesmo lugar. Ou seja, quando a criatividade voltar, ela provavelmente vai se manifestar em outra questão. Foi assim que eu construí as publicações desse site. Eu esperei pacientemente a criatividade me dizer que publicação eu deveria fazer. Mas não corri atrás desse passarinho criativo. Apenas limpei o campinho e variei alguma coisa. Esperei ele voltar e largar um cocozinho criativo desses. Depois de limpar essa sujeirinha, eu elaborei a publicação.

Antes de mostrar esse site pro pitoco, desenvolve bem a espinha dorsal dele. Cuida para fortalecer todas as vértebras e de maneira bem distribuída. Pois, se uma delas falhar, as outras não deixam o pitoco cair.

Se a espinha do pitoco não estiver bem desenvolvida, ao encarar o primeiro monstro, o pitoco se desmantelará. Mas se ele tiver com a espinha bem forte, esse monstro virará conselheiro e trará grandes ideias.

Praticar meditação me deu, entre outras coisas, intuição. Por exemplo, as últimas publicações combinaram perfeitamente com as primeiras (feitas muito tempo antes). Como? Seia lá… Só foquei em fazer o que tinha que ser feito na hora e esperei.

Agora, te concentra no que estás fazendo e te diverte.

Paulo Ricardo Silveira Trainini


PROTEGIDOS

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PROTEGIDOS

Depois de descobrir a equivalência da memória cache do computador (memória de alta velocidade de acesso) com a do cérebro, eu comecei a investigar o que causava os meus problemas de saúde mental: vícios, hábitos insalubres, medos irreais…

De cara, descobri que a minha memória tava uma imundície, totalmente intoxicada. Era impossível curá-la sem antes desintoxicá-la. Pelo que eu li no livro A Arte de Esquecer, do Ivan Izquierdo, acho que essa desintoxicação que falo corresponde à desintoxicação da memória que ele fala. Ele ressalta que essa desintoxicação é como a desintoxicação de um drogado em recuperação. No computador, acho que ela corresponde a limpar a memória reservada para um processo antes de iniciá-lo.

Seguramente, essa é a fase mais difícil. No meu caso, durou alguns meses. Eu tive todos os problemas listados na figura. Inclusive, tive de usar medicações para controlá-los. Mas usei-os com bastante parcimônia. Bem mais do que a grande maioria das pessoas, principalmente dos mais abastados.

Por exemplo, quando eu relatei para o meu neurologista o que se passava na minha cabeça ao me deitar a noite pra dormir (listado na figura acima), ele de cara identificou o problema e me receitou um remédio.

Mas ao ler sua bula, me apavorei. E resolvi enfrentar um dia sem usá-lo. A muito custo, consegui. Consegui repetir o sucesso mais um dia e com um pouquinho menos sofrimento. Depois de uns dez dias, aqueles medos fantasmagóricos (pânico) viraram medinhos de nada. Depois de alguns meses, esses medinhos de nada viraram pó e sumiram completamente.

Antes de me aventurar a tentar vencer esse problema sem usar a medicação (nunca a usei), lancei mão de técnicas corporais que aprendi antes. Sem elas, quem teria virado pó seria eu. Então, não deixa de seguir as orientações do teu médico se não estiver bem seguro disso. Quem quiser saber as mágicas que eu fiz, clica em http://sustonosneuronios.org/cama-2/

Nas primeiras horas de cada dia que eu conseguia driblar os fantasmas da noite, eu me sentia mais forte, criativo e preciso. E também, uma coisa que até hoje é misteriosa: eu ficava com a visão pra perto mais nítida, tipo usar óculos pra perto.

Esse drible que eu falei, é a mesma coisa que um proxy tunnel (túnel de transmissão de dados protegidos em redes de computadores através de uma conexão não confiável), transmitindo as mensagens enviadas antes de dormir de forma íntegra no meio de uma confusão. Isso que falei tá ilustrado na figura acima.

Na hora de dormir, eu anotava em papel as palavras-chaves dos fantasmas e depois voltava a relaxar com respiração diafragmática (não pulmonar). Só resgatava os papéis com as anotações no dia seguinte depois do convívio social.

O motivo de anotar em papel e esquecer do que foi anotado é para se comunicar com o futuro através de troca de mensagens assíncronas, não síncronas. Dessa forma, elas serão processadas pelas mágicas do cérebro antes de chegar nas mãos dos destinatários.

Paulo Ricardo Silveira Trainini


CONSEGUI

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CONSEGUI

Diferente que uma criação refinada só com correções, a percepção de algo já criado, mas ainda não refinado, carrega um potencial de impacto e abrangência sociais muito maiores.

Apesar da criação e a percepção de algo já criado alcançarem o mesmo nível de prazer, a criação gera euforia, a percepção, não. Por causa disso, quem só percebe algo que já foi criado, mas ainda não lapidado, pode explorar a criação de forma muito mais inteligente do que quem cria e refina só com correções. Eu demorei anos pra conseguir essa façanha, mas consegui, ufa!

Primeiro, eu tive de desintoxicar os meus neurônios de todos os meus vícios, que eliminavam qualquer chance de ter paciência na hora de uma ideia criativa. Essa foi a fase mais difícil. Rolou surtos psicóticos, pânico, depressão e outras coisas fantasmagóricas. Depois, eu tive de desenvolver suavemente o potencial do meu cérebro, para só depois explorar a minha capacidade de percepção.

Como eu comentei antes, segundo o que eu li no livro “A Arte de Esquecer” – Ivan Izquierdo, a neurociência descobriu que o cérebro toma as suas decisões não só pela manifestação da razão, como se pensava antes, mas também pela consideração da manifestação das emoções. E essa combinação, ainda nebulosa, invalidou o teste de QI para medir a inteligência.

Depois dessa descoberta, a neurociência admite que não consegue medir com precisão a inteligência de ninguém. Na opinião dele, a inteligência muito alta, vem de uma característica genética. Para reforçar, ele disse que as pessoas mais inteligentes do mundo não são as de QI mais alto.

Apesar de reconhecer que o meu conhecimento do cérebro não chega a sola do sapato do dele, eu acho que a genialidade pode ser desenvolvida através da exploração da capacidade de percepção, mesmo sem ser geneticamente superdotado. Ou seja, qualquer bosta pode ser um gênio.

Uma deficiência que eu tenho em relação a maioria é que eu não consigo ler rápido. Agora que eu deixei a bosta rolar solta, eu consegui reler calmamente mesmo texto algumas vezes. No fim, consigo entendê-lo tão bem quanto um gênio.

Quando sentires medo, abafa as emoções e age só pela razão. Nessa hora, só te defende, não ataca. Depois que o medo sumir, faxina a consciência. Só depois, deixa as emoções se manifestarem. O medo não é real, o perigo é.

Paulo Ricardo Silveira Trainini


BANDEJA

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BANDEJA

Pra mim, evitar a degradação de um sistema de computador, por menor que seja, faz parte da segurança da informação. Pois, se essa degradação crescer ao ponto de inutilizar por completo um sistema, será a mesma coisa que derrubá-lo ou travá-lo. E isso sim, pode ser um ataque de um hacker.

Pelo fato da minha vida acadêmica e profissional ter sido focada em redes de computadores, não em segurança da informação, não sei dizer se essa minha afirmação está absolutamente correta. Bom, pra mim é lei.

Em ataques mais refinados, o hacker derruba ou trava o sistema antes de invadi-lo e fazer o que quer. Ele faz isso para não deixar o sistema registrar seus comandos, o que permitiria o rastreamento do seu ataque.

Muitas vezes, o hacker lança mão de um vírus cavalo de Tróia para descobrir senhas de usuários comuns (com permissões limitadas) sem que esses percebam. Então, de posse dessas senhas, ele dispara tantas solicitações comuns que degradam tanto o sistema ao ponto de travar tudo. Aí, o hacker começa a invasão e faz o que quer sem se esforçar muito.

O nome dessa classe de vírus, cavalo de Tróia, foi dado porque a sua forma de ação é semelhante ao fato histórico.

Basicamente, os vírus do tipo cavalo de Tróia apresentam uma tela igual a do sistema original solicitando uma senha. Aí, o usuário digita a senha e o vírus envia a senha para o hacker, não para o sistema. Depois, ele faz o sistema assumir a solicitação da senha, refazendo-a normalmente. O usuário pensa que digitou a senha errada e a digita novamente sem perceber a ação do vírus.

Se quiseres saber mais sobre o seu funcionamento, procura em algum site de pesquisa por “vírus cavalo de Tróia”. Dificilmente uma pessoa ansiosa suspeita da presença desse tipo de vírus.

Imagina que os pontos mais periféricos dessa figura acima correspondam à neurônios conscientes informando uma senha para satisfazerem as suas vontades. E os pontos internos, os neurônios conscientes de hackers.

Quanto mais reduzida é amplitude do meu foco, mais os meus neurônios conscientes pensam como hackers. Basta eles perceberem o rumo dos neurônios mais periféricos para perceber a solução de algo. Quanto menos reduzida é a amplitude do meu foco, mais eu penso como um primata, repetindo os mesmos erros.

Muitas vezes, eu percebo como resolver problemas graves antes mesmo de descobrir a causa. Essa percepção do rumo das informações me entrega de bandeja essas soluções. Essa bandeja está intimamente ligada com o comportamento manada, muito estudado em publicidade.

OBS: Quando o meu cérebro percebe a solução de coisas desse tipo, eu sinto a claramente a presença dessa percepção, bem antes que ela fique consciente.

Paulo Ricardo Silveira Trainini