DESAFIA O VELHO

Também disponível em PDF através do menu principal em G2 (2015) -> COMENTÁRIOS -> YIN YANG -> DESAFIA O VELHO

Leitura em voz alta automática:

DESAFIA O VELHO

Quando eu encaro um desafio, ao invés de escapar, meu consciente leva um susto. Mas se, ao invés de escapar, eu o enfrento, meu cérebro age diferente. No meio da confusão, os meus neurônios perdem o chão e ficam sem saber como agir.

Encarar esses desafios pode ser desprazeroso, como uma curva tortuosa num caminho. Mas se eu conseguir manter a serenidade, os neurônios primeiro contraem toda a memória consciente (instruções do raciocínio, memória de trabalho…) de forma que, mesmo sem conseguir solucionar o problema, o meu cérebro reduz foco e tranquiliza a razão. Aí, ela acha um meio termo que melhora toda a situação.

Quando essa melhora acontece sobre o mesmo problema sucessivamente algumas vezes, todo o problema se resolve, tipo a subida de uma escada. Essas melhoras podem ser originadas em contextos diferentes ou mesmo por outros, tipo um brainstorm entre várias pessoas.

Se essas melhoras são feitas pelo meu cérebro, ao invés de várias pessoas, mais profunda fica a exploração do meu inconsciente. Como eu já enfrentei dessa forma inúmeras vezes problemas gigantes sozinho, eu já descobri muitas coisas especiais sobre o meu inconsciente.

Eu não sei quando eu iniciei explorar o meu cérebro assim. Mas o que eu sei é que essa exploração começou bem devagar. Acho que sua progressão tem uma correspondência direta com o diâmetro da roda.

A última coisa que eu descobri, de forma totalmente empírica, foi o sistema de memória cache. Bem, não sei como ela é implementada, o que eu descobri é apenas o seu funcionamento. Ainda, acho que isso está relacionado com conexões entre os neurônios.

Encarar o desafio e agir com serenidade, faz o yin e o yang se cruzarem e gerar ideias criativas totalmente novas e, grande parte das vezes, simplíssimas. Quando os meus neurônios da razão tomam consciência dessas ideias, eles ficam impressionados, pois em geral, essas ideias,
apesar de novas, estão fundamentadas em coisas antigas.

Agora entra o cache mágico. Se, no meio desse entrevero, a mente conseguir reduzir o foco e tranquilizar o consciente, a memória cache do inconsciente grava uma frase captada no entrevero, enriquece a coisa e, depois de horas, dias, meses ou até anos, o inconsciente devolve essa coisa (memória cache) enriquecida para o consciente de forma rápida, intacta e na hora certa. Aí, a minha razão consciente refina e mete bala.

Assim como no estudo regular que eu tive, no esporte, na música, na dança, na poesias e em outras áreas, esse sistema de cache existe. Acho que a melhor forma de explorar isso, e outras coisas relacionadas, é não se apegar em uma área só, mas investir em várias.

Se é o velho quer ficar só em uma área, desafia o velho.

Paulo Ricardo Silveira Trainini


CORRE, NEGADA!

Também disponível em PDF através do menu principal em G2 (2015) -> COMENTÁRIOS -> ESTRATÉGIAS -> CONFUSÃO -> CORRE, NEGADA!

Leitura em voz alta automática:

CORRE, NEGADA!

Quando eu estou na superfície, eu me apoio confortavelmente no meu barco a remo chamado “Foco”, miro minha poderosa arma “Perguntas e Respostas calibre 38” e fogo! Se o barco não consegue visualizar toda a confusão, eu passo essa arma para os irmãos Tico e Teco . Eles olham feio para os sabidões e dizem “Corre, negada!”.

O meu cérebro começa a agir como criança. Eu me faço de louco e não questiono coisa alguma. Só ajo em função exclusivamente do presente.

Quando eles sentem um cheiro meio estranho, um olha pro outro e diz “Há algo de podre no reino da Dinamarca!”. Aí, eles voltam pra casa.


Essa é a representação figurada da mistura ideal entre o sentimento e a razão. Tanto um quanto o outro participam do funcionamento do meu cérebro sempre. Porém, o comando das funções neurológicas é intercalado dessa forma.

Os irmãos Tico e Teco são dominados pelo sentimento e os sabidões, pela razão. Os neurônios do sentimento só conseguem dominar a memória de trabalho depois que o cérebro é desafiado.

Quando eu encaro uma confusão de estímulos (sonoros, visuais, emocionais…), eu rapidamente registro (em um meio externo ou no próprio cérebro) e depois esqueço esses registros. Feito isso, eu presto atenção em todos que estão visíveis no meu foco e considero todos antes de agir.

Essa consideração leva em conta prioritariamente aspectos emocionais, não racionais. Ou seja, respeita todos, independente de julgamentos. Se fosse comparar esse foco com um país, o seu regime político não seria nenhum “*ismo” dos que têm por aí. Ele seria chamado de “Sentimentalismo”. Mas, esse regime é intercalado com outros, dependendo do foco.

O desafio que o cérebro precisa receber para efetuar essa intercalação depende do foco. Quanto mais reduzido é o foco, menos “dolorido” é esse desafio.

Essa redução segue a roda. A roda se desenvolve não apenas com o conhecimento (fundamental), mas também com as coisas que a vida ensina. O conhecimento e os ensinamentos da vida correspondem à verdade. Ou seja, a verdade não é uma coisa fixa, ela está sempre mudando com o tempo.

Naquela representação figurada que eu fiz da intercalação do comando dos meus neurônios, o foco corresponderia aos recursos tecnológicos comandados pela consciência.

Apesar de serem desenvolvidos com o objetivo majoritário de auxiliar o melhoramento das condições de vida, muitas vezes eles “erram a pontaria” e acabam fazendo o contrário.

Os recursos tecnológicos possuem uma superioridade muito grande na manipulação das informações. Mesmo assim, eles possuem deficiências em relação a coisas elementares para o ser humano. A identificação visual de objetos é uma delas.

A sabedoria do universo não é uma coisa fixa, ela está sempre mudando com o tempo. A nossa máquina mais complexa é o nosso próprio cérebro.

Quando eu desafio o cérebro, o meu cérebro reduz o foco. Deixa o campo focado o melhor possível para o futuro, seja lá qual for.

Na linguagem dos computadores, decidir tudo em função do presente dessa forma que eu falei, poderia ser traduzido em software básico.

  • Santa paciência, Batman !
  • Mas, enquanto não feder, não saberemos onde procurar.
    então, se faz de louco e corre, Robin.

Paulo Ricardo Silveira Trainini


NICOLAU MAQUIAVEL

Também disponível em PDF através do menu principal em G1 (2014) -> COMENTÁRIOS -> ESTRATÉGIAS -> MENSAGENS EXTRAS -> MSG 01: NICOLAU MAQUIAVEL

Leitura em voz alta automática:

NICOLAU MAQUIAVEL

Li dois livros do Maquiavel:

  1. O Príncipe
  2. A Arte da Guerra [ 1 ]

Eu gostei mais do segundo, mas o mais conhecido dele é o primeiro. Nessas obras, e imagino que nas outras também, ele manifestou empatia, criatividade, intuição e outras coisas que só seu grande conhecimento não conseguiria atingir.

Segundo a sua biografia, descobri que ele tinha uma vida altamente boêmia, na verdade um verdadeiro devasso! Por causa disso, ele interagiu com pessoas de diversos perfis. Em muitas dessas situações, ele deve ter sido obrigado a isolar o máximo possível esses contextos, deixando o mais distante possível o seu próprio julgamento e deixar o caminho o mais livre possível para a outra pessoa manifestar sua maneira de pensar.

Imagino que essas características que eu falei antes vieram daí. Essa turbulência, como a dele, põe na frente situações que exigem agir assim. Do contrário, ele iria prás cucuias. Imagino que seja por causa disso que a maioria dos grandes nomes da história tinham uma vida turbulenta. Em especial problemas de depressão. Mas esse foco no presente pode ser exercitado sem sofrer dessas turbulências. É através da ATENÇÃO PLENA (habilidade pscicoterápica).

Neurônio Intoxicado

REFERÊNCIAS;

[ 1 ] Resumo disponível em dois formatos:

  • 1.1 Em Power Point: G1 (2014) -> COMENTÁRIOS -> ESTRATÉGIAS no link logo abaixo do jogo de xadrez
  • 1.2 para visualizar na Internet: EXTRAS 2 -> GUERRA ESPIRITUAL

INIMIGO MAIS FORTE

Também disponível em PDF através do menu principal em G1 (2014) -> COMENTÁRIOS -> ESTRATÉGIAS -> INIMIGO MAIS FORTE

Leitura em voz alta automática:

INIMIGO MAIS FORTE

Da primeira vez que eu encaro um inimigo mais forte, não luto com ele. Me mantenho protegido e apenas dou corda pra ele mostrar as suas armas.

Depois de conhecer as suas armas, luto isoladamente com cada uma ou um grupo delas. De maneira que cada grupo tenha menos poder de fogo que eu. Quando eu luto com um grupo, uso força total.


Depois da provável vitória, volto pro abrigo, relaxo e me alimento. Só depois, luto com outro grupo (novamente com força total). Lembras da divisão e conquista (REF 1)? É ela em ação.


No final de todas as lutas, dou um peteleco nesse inimigo gigante e “sim sim, salabin”, ele vira o meu passarinho obediente e, muitas vezes, ótimo conselheiro.


Lembras de contextos isolados (REF 2.1) e foco no presente (REFS 2.2 e 2.3)? São eles em ação.


Eu evito que a pressa, a ânsia por resultados rápidos ou outra coisa do tipo (nem sempre consigo), me faça lutar em paralelo contra armas do inimigo fora desse contexto. Senão, o risco de virar comida é grande (perda de segurança, eficiência…).


Quanto maior é o inimigo, maior é o meu respeito pelo isolamento contextual. Pois, sem isso, o risco de virar comida aumenta na mesma proporção. Antes de guerrear, eu defino o contexto das batalhas.

Imagina que a guerra é um problema grave de saúde ou uma outra missão dura. É assim que eu os enfrento.


Os momentos desagradáveis não são apenas necessários para intensificar o prazer. Mas fazem parte dele. O prazer e o desprazer é uma coisa só (REF 3). Mas, no momento presente, eu deixo o prazer perto e vivo. O desprazer, longe e latente.


Tanto no prazer, quanto no desprazer, não interessa se faz frio ou sol que racha, viva a bombacha.

Neurônio Intoxicado

REFERÊNCIAS:

  • 1) G1 (2014) -> O Poder do Chimarrão -> 2) DIVISÃO E CONQUISTA
  • 2.1) G1 (2014) -> COMENTÁRIOS -> ISOLAR CONTEXTOS
  • 2.2) G1 (2014) -> COMENTÁRIOS -> FOCAR NO PRESENTE
  • 2.3) G1 (2014) -> O Poder do Chimarrão -> 9) FOCA NO PRESENTE
  • 3) G1 (2014) -> COMENTÁRIOS -> DESAFIAR O PRAZER O TORNA MAIS INTENSO

OS HABITANTES DA TERRA

Também disponível em PDF através do menu principal em G1 (2014) -> COMENTÁRIOS -> ESTRATÉGIAS -> DESBRAVANDO -> SABEDORIA UNIVERSAL -> OS HABITANTES DA TERRA

Leitura em voz alta automática:

OS HABITANTES DA TERRA

Imagine que uma minoria das pessoas sejam peixes das profundezas. Ás vezes, eles vêm para a superfície. Mas de tempos em tempos, mergulham novamente. Quanto mais perto do centro da Terra conseguem chegar, mais enxergam essas coisas oriundas da sabedoria universal.

Mas a maioria das pessoas estão na superfície da Terra desde que nasceram e nunca saíram de lá. E como há diversos conflitos e barulhos ensurdecedores, não ouvem essa minoria. De sorte que, elas não conseguem sentir nada da sabedoria universal, mesmo que às vezes a sabedoria universal se manifeste.

E como elas habitam a superfície desde que nasceram, elas acham as coisas da sabedoria universal pura tolices.

Imagine agora que alguns desses habitantes mergulhem até as profundezas para absorverem a sabedoria universal, impossível na superfície. E quanto mais perto do centro da Terra eles conseguem ir, mais absorvem ensinamentos vindos da sabedoria universal. E eles não se contentam nunca.

Mas, o convívio social e as emoções por eles conseguidas na superfície não lhe saem da cabeça. E voltam de tempos em tempos. E quando interagem com os habitantes da superfície, não se queixam de nada, só manifestam alívios. Algumas vezes, esses alívios abrem portas ou enriquecem o círculo de amizades.

Agora, os felizes mergulhadores podem  desfrutar plenamente de todas as maravilhosas emoções que a nossa fantástica Terra proporciona. Mas antes que esses felizes habitantes consigam transmitir os ensinamentos da sabedoria universal, os habitantes da superfície transformam o mundo em poeira cósmica.

Neurônio Intoxicado

CLICA NO MERGULHADOR

AÍ VAI FOGO

Também disponível em PDF através do menu principal em G1 (2014) -> COMENTÁRIOS -> ESTRATÉGIAS -> DESBRAVANDO -> AÍ VAI FOGO

Leitura em voz alta automática:

AÍ VAI FOGO

Quando fica confortável para o sentimento, ele se aproveita e passa dos limites. Se deixar rolar, o conforto vira piração. Antes disso, a voz da razão precisa frear, senão o sentimento manda tudo pras cucuias. A mesma coisa serve para situações inversas.

Ou seja, ainda que o sentimento (ideias criativas, intuição…) e a razão (conhecimento, prudência…) precisam se manifestar, eles precisam relaxar quando se estressam. Nessas horas, se eles não relaxarem, mandam tudo pras cucuias. Quanto mais doida fica essa piração, mais requintes de crueldade terão os destinos.

O cardápio desses requintes varia conforme o tipo da piração. No menu, tem churrasco, batata frita, bolinho de chuva e outras coisas. O recém chegado sempre é usado na receita de um desses pratos.

Se eu calasse a voz da razão, eu já teria ido pras cucuias. Mas também, se calasse a voz do sentimento, eu também já teria tido o mesmo destino. Ou seja, eu ainda estou aqui porque mantenho essa dupla viva dentro de mim. E olha, eles fizeram uma ótima amizade na minha cabeça. Pois, além de não ter ido pra esse buraco, tô em paz.

Quando o sentimento dá uma ideia legal pra razão, a razão refina e depois mostra pro sentimento. Se ele sorrir, eu publico. Se o sentimento não sorrir, a razão repete o processo antes de publicar. Se nada resolver, eu jogo fora o rascunho e não publico nada.

Mas essa parceria precisa ser cultivada sempre, gradualmente. Se as etapas que a vida nos apresenta forem atropeladas, essa parceria fica fraca.

Antes que o emburrado faça algo irresponsável, eu assusto os neurônios dele. Antes de dar um susto, me muno de orientações especializadas e não fujo dos seus limites.

Deixar o emburrado fazer algo irresponsável é perigoso. Muitas vezes, esse perigo pode acabar em catástrofes com consequências graves para muita gente inocente.

Para dar um susto desses, é preciso informação, treino e disciplina. Sem eles, põe a tua coragem numa jaula e tranca bem. Depois, a uma distância bem segura, diz pra esse macaco aí de cima “aprende a fazer só o que dá”.

Se deixar o bicho sair chutando tudo, voltaremos a ser macacos. Isso cheira contração e descontração dos corpos.

Neurônio Intoxicado