BOM DIA, CANECA

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BOM DIA, CANECA

Todas as minhas ideias foco, as que encabeçam os meus posts, nasceram em situações muito próximas de abismos. Esses abismos ficam a beira do rio da loucura. Ao chegar lá, eu passava por situações fantasmagóricas, tipo surtos psicóticos, crises de pânico, crises de depressāo e outros.

Já visitei esses abismos diversas vezes, mas eu nunca mergulhei nesse rio. Quando eu chegava na margem, os fantasmas iam embora e eu respirava aliviado. Aí, eu me alimentava, tomava um cafezinho e só observava o fluxo do rio, sem mergulhar (sem divulgar nada).

Faz alguns anos que essas situações fantasmagóricas nāo me atormentam. Tomara que nunca mais voltem. Porém, ainda que com bem menos frequência, eu continuo visitando esses abismos.

Quase sempre, o que antecedia essas situações fantasmagóricas que eu falei eram conversas com objetos inanimados. Tipo a conversa que o Jô Soares (gênio!) teve com uma caneca. Ele contou que um dia olhou pra uma caneca e disse “Bom dia, caneca.” e a caneca respondeu “Bom dia, Jô”.

Se tu perceberes a proximidade de uma situaçāo fantasmagórica, anota em papel o que foi observado logo antes (rabisco rápido, sem nenhum refinamento), tira-o da vista e limpa a memória de trabalho. Eu faço essa limpeza através da MEDITAÇĀO PLENA 1.

Mas, se tu já és orientado por um médico, segue as orientações dele e ignora a minha sugestāo.

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Agradeço aos céus por ter tido uma ótima educaçāo e estar sendo muito bem orientado por médicos. Senāo, eu já tinha me atirado no rio da loucura.

As coisas que me fazem nāo me atirar sāo comandadas pela razāo. As coisas que me fazem observar o rio sāo comandadas pelo coraçāo.

A minha razāo e o meu coraçāo vivem brigando, mas nunca se separam. Apenas respeitam essa inversāo de comando sempre.

Diga-se de passagem, quando eu falo “meu coraçāo”, eu falo apenas de forma poética, pois tudo que sentimos vem do cérebro, nāo do coraçāo. O coraçāo nāo passa de uma pobre vítima do que rola no cérebro.

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Imagina que essas coisas racionais formam um metrônomo, as coisas sentimentais fazem a observaçāo dos movimentos loucos do fluxo do rio.

Sem um metrônomo, os músicos de uma banda se perdem, por mais experientes e introzados . Mas se ignorarem o coraçāo, a criatividade some e a música fica uma porcaria. Só restará a loucura.

Os fantasmas que me empurraram pro rio da loucura usaram de todos os seus artifícios para me fazer mergulhar. Geralmente, eles poluíam a minha consciência de informações confusas até o transbordamento.

Esse transportamento causava as situações fantasmagóricas que eu falei antes. Ele é análogo a um problema de segurança da informaçāo chamado “buffer overflow”. Esse é o nome de uma das principais táticas usadas por hackers para quebrar a segurança de um sistema e invadir.

A soluçāo de tudo é, pasmem, nāo um meio termo entre a razāo e o coraçāo, mas a convivência harmônica dos dois, mantendo-os íntegras nas suas essências. Ou seja, só misturá-los, nāo combiná-los.

Paulo Ricardo Silveira Trainini

DO VIRTUAL PRO REAL

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DO VIRTUAL PRO REAL

O pânico faz parte do meu passado, felizmente. Durante uma crise, o medo dominava totalmente a minha consciência e a minha razāo só obedecia o medo.

Se, antes de uma crise, o cérebro nāo se munir de armas para controlá-la, nāo vai ser durante uma que ela conseguirá isso, pois o medo ficará “jogando areia nos olhos da razāo” sem parar e me mandando fugir rápido, como se estivesse sendo perseguido por um assassino. Nada real,  pura mania de perseguiçāo.

Fora o teu conhecimento, as únicas armas que conseguem fazer esse controle sāo medicações. Mas eu nunca lancei māo delas para esse fim. Só usei o meu conhecimento.

Durante uma crise, eu usava essas armas racionais apenas de maneira indireta, deixando a consciência decidir apenas quando acioná-las. Mas depois de acionadas, o comando sai das māos da consciência e vai todo pro meu conhecimento adquirido antes.


Por exemplo, quando a frequência das falas dos monstros que me causavam muito medo (monstros imaginários) diminuía, significava que a crise estava se aproximando de uma porta de saída. A partir daí, como eu aprendi antes, eu mandava todo a ar inspirado, o mais lento que eu conseguia, pra barriga e nada pro pulmāo. Expirava o mais devagar possível, fazendo um barulho de ronco, afundando o umbigo.

Isso fazia com que todo o corpo relaxasse, como uma gelatina descansando. Dessa forma, o corpo consegue focar essa porta.


Hoje, apesar de nāo conseguir me lembrar do que eu sentia durante uma crise de pânico, consigo lembrar dessas minhas armas racionais. Eu tenho a nítida impressāo de que eu teria tido um ataque cardíaco caso nāo tivesse essas armas.

Essas armas carregam soluções virtuais que só se tornarāo reais depois de acionadas e executadas. Ou seja, a soluçāo de problemas catastróficos pode parecer impossível para o medo, mesmo que na realidade sejam simples.

O medo é importante para nos alertar de um possível perigo, mas nunca deixa o medo dominar a tua consciência. Pois, o medo esconde completamente essas portas de saída.

Te concentra na respiraçāo e espera diminuir a frequência das manifestações dos montros. A diminuiçāo da frequência das falas dos monstros, é igual ao mergulho de um surfista no mar, sendo que as falas correspondem as ondas e o surfista, a tua consciência. As irregularidades, regularidades, frequência das ondas…  tô achando que é tudo igual.

Quando estiveres na última arrebentaçāo, limpa o máximo que puderes o campo visual e o auditivo.

Paulo Ricardo Silveira Trainini

 

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COVID LOUCO – (paródia de Cachorro louco – TNT)

Nada que já nāo foi vivido
Até ficamos sem pāo
Passa fácil só com um espirro
Parece perseguiçāo

COVID LOUCO
COVID LOUCO

Era um vírus muito sensível
Propaga em qualquer lugar
Mas pra piorar o cenário
O medo vai dominar.

COVID LOUCO
COVID LOUCO

Diziam que ele mata
Usa a razāāāo
É só cabeça fria
Pensa nisso todo dia
aaaaaaaa

Paulo Ricardo Silveira Trainini – PRST

COCOZINHO CRIATIVO

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COCOZINHO CRIATIVO

Logo depois que eu fiz a faxina pesada no meu cérebro (desintoxicaçāo da memória), comecei a perceber algumas falhas que eu cometia antes. E o que é pior, eu nāo achava que eram falhas. Jogava todas as culpas na má sorte e na maldade dos outros, que quase sempre nāo existia.

Antes da desintoxicaçāo, eu captava informações vindas de estímulos externos (auditivos, visuais e etc), julgava-as e rapidamente reagia. Depois de alguns segundos ou poucos minutos, eu esquecia completamente de tudo.

Esse esquecimento era uma espécie de “varrer pra baixo do tapete”, que significa tirar da consciência sem nenhum tipo de tratamento. Imagina que abaixo do tapete fica o inconsciente. Esquecer assim de fatos violentos transforma o cérebro num pessoa violenta. Esse tratamento que falei é exclusivamente racional. Aqui, quanto mais conhecimento e experiência, melhor.

Antes da desintoxicaçāo, os meus julgamentos eram feitos apenas por instinto, sem qualquer relacionamento com as informações anteriores.

Aí, eu fiz a minha primeira mudança de comportamento. Apesar de continuar captando e julgando rapidamente, eu procurava nāo reagir na hora. Deixava para decidir como reagir depois, considerando o que foi registrado agora.

Antes, eu era convicto que postergar as minhas reações assim era uma idiotice. E que reagir na hora era o melhor, como nāo tirar o pé do acelerador nunca.

Depois de algumas vezes que eu agi assim, ficou claro que eu cometia erros pré-históricos e nāo percebia isso. Queres um exemplo? Imagina que alguém está te contrariando. Se tu reagires na hora, o que vai acontecer? Te jogo como vai dar merda. E se a merda se espalhar, vai pintar aquela vontadezinha de se jogar num precipício.

Essa mudança de comportamento que falei foi apenas a primeira que eu fiz. Mas teve várias outras, eu sempre deixei o próprio inconsciente decidir quando fazer. Depois desse sinal verde, a consciência decide como fazer. Se eu deixasse que o meu conhecimento e experiência dominasse o volante, ia dar merda de novo.

Depois da desintoxicação, esse erro ficou óbvio. Eu fico pasmo como cometemos essa idiotice desde que éramos macacos e, além do morro de merda ficar cada vez maior, ele continua sorridente.

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Para desintoxicar o cérebro, procura quem tem conhecimento e experiência nisso. Mas antes, faz isso que vou te dizer, que já é suficiente para perceber essa idiotice:

Ao sentir algo forte durante um programa de televisāo e nāo entender o porquê desse sentimento, desenha algo bem simples relacionado com esse sentimento. Logo depois, tira o papel da vista e continua prestando atençāo no programa. Depois de algumas horas, pega esse papel e relaciona o seu significado com a tua bagagem racional. Te jogo como perceberás duas coisas: uma idiotice e um cocozinho criativo.

Paulo Ricardo Silveira Trainini


CATRACA

CATRACA

Imagina um motorista dirigindo na chuva durante a madrugada em uma estrada sinistra. O motorista reduz a velocidade e oscila o foco dos faróis de perto pra longe.

Foco pra perto representa captar informações com precisão. Foco pra longe representa captar informações sem precisão.

Informações precisas permitem ações imediatas. Informações imprecisas nāo. Mas, apesar de nāo permitirem ações imediatas, as informações imprecisas sāo absolutamente necessárias para planejar ações futuras. Sem esse planejamento, é fracasso na certa.

O meu cérebro pensa assim desde que eu me conheço por gente. Essa oscilaçāo é totalmente irregular e imprevisível. Sobretudo porque depende dos resultados das ações presentes, tanto das minhas quanto dos outros.

Mas, assim como um carro atravessando um terreno perigoso, o enfrentamento dessas situações sinistras reduzem gradativamente o medo presente e consequentemente o perigo futuro.

Interessante que essa reduçāo acontece mesmo que os prováveis obstáculos futuros permaneçam igualmente irregulares e imprevisíveis.

Imagina que a parte esticada da fita dessa catraca contenham as informações conscientes. E que a parte nāo esticada da fita contenham as informações inconscientes.

Depois de usar tantas vezes essa catraca, problemas que mais pareciam dragões alados furiosos ficaram parecendo passarinhos brincando numa torneira. Agora, imagina que a fita seja o cérebro.

O caminho do futuro é um só. Mas ele nāo está pronto. Pois depende, entre outras coisas, do presente.

Paulo Ricardo Silveira Trainini


DESAFIA O VELHO

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DESAFIA O VELHO

Quando eu encaro um desafio, ao invés de escapar, meu consciente leva um susto. Mas se, ao invés de escapar, eu o enfrento, meu cérebro age diferente. No meio da confusão, os meus neurônios perdem o chão e ficam sem saber como agir.

Encarar esses desafios pode ser desprazeroso, como uma curva tortuosa num caminho. Mas se eu conseguir manter a serenidade, os neurônios primeiro contraem toda a memória consciente (instruções do raciocínio, memória de trabalho…) de forma que, mesmo sem conseguir solucionar o problema, o meu cérebro reduz foco e tranquiliza a razão. Aí, ela acha um meio termo que melhora toda a situação.

Quando essa melhora acontece sobre o mesmo problema sucessivamente algumas vezes, todo o problema se resolve, tipo a subida de uma escada. Essas melhoras podem ser originadas em contextos diferentes ou mesmo por outros, tipo um brainstorm entre várias pessoas.

Se essas melhoras são feitas pelo meu cérebro, ao invés de várias pessoas, mais profunda fica a exploração do meu inconsciente. Como eu já enfrentei dessa forma inúmeras vezes problemas gigantes sozinho, eu já descobri muitas coisas especiais sobre o meu inconsciente.

Eu não sei quando eu iniciei explorar o meu cérebro assim. Mas o que eu sei é que essa exploração começou bem devagar. Acho que sua progressão tem uma correspondência direta com o diâmetro da roda.

A última coisa que eu descobri, de forma totalmente empírica, foi o sistema de memória cache. Bem, não sei como ela é implementada, o que eu descobri é apenas o seu funcionamento. Ainda, acho que isso está relacionado com conexões entre os neurônios.

Encarar o desafio e agir com serenidade, faz o yin e o yang se cruzarem e gerar ideias criativas totalmente novas e, grande parte das vezes, simplíssimas. Quando os meus neurônios da razão tomam consciência dessas ideias, eles ficam impressionados, pois em geral, essas ideias,
apesar de novas, estão fundamentadas em coisas antigas.

Agora entra o cache mágico. Se, no meio desse entrevero, a mente conseguir reduzir o foco e tranquilizar o consciente, a memória cache do inconsciente grava uma frase captada no entrevero, enriquece a coisa e, depois de horas, dias, meses ou até anos, o inconsciente devolve essa coisa (memória cache) enriquecida para o consciente de forma rápida, intacta e na hora certa. Aí, a minha razão consciente refina e mete bala.

Assim como no estudo regular que eu tive, no esporte, na música, na dança, na poesias e em outras áreas, esse sistema de cache existe. Acho que a melhor forma de explorar isso, e outras coisas relacionadas, é não se apegar em uma área só, mas investir em várias.

Se é o velho quer ficar só em uma área, desafia o velho.

Paulo Ricardo Silveira Trainini


PROGRESSÃO ACELERADA

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O medo não é real. O perigo é.

PROGRESSÃO ACELERADA

O problema do vazamento de dados de um sistema sempre pode ser resolvido com a sintonia perfeita entre o homem e a tecnologia.

Imagina que o homem é um cavaleiro montando um potro redomão. E que eles precisam atravessar um terreno ultra perigoso em apenas três dias portando dados que não podem ser vazados. O potro é o cérebro do cavaleiro.

Se a tecnologia diz que não consegue fazer isso em apenas três dias, logo no amanhecer do terceiro dia, estará feito. Ainda, dará de brinde um potro domado.

Reuniões diárias, noites mal dormidas, hackers, veja bem…

Veja bem, o caramba!

Na hora que um amigo meu desabafa coisas que causam medo de um futuro negro, olho bem no olho dele e presto bem atenção no que ele diz.

Quando ele plantar uma flor de medo, interrompo e falo só o mínimo suficiente para amenizar o seu sofrimento presente, mais nada.

E mais, deixo claro pra ele que eu prestei bem atenção no que ele disse e que eu não menosprezei o seu medo. Mas também, deixo claro que repetições que considerem os resultados das repetições anteriores do uso da mesma estratégia diminuem o perigo futuro em progressão acelerada.

Medo do medo, o caramba!

Paulo Ricardo Silveira Trainini


AS VISTAS DE UM MARAGATO

Horor, o caramba!

Estou mais animado que um fandango
Com aquela história,
Que, se não me falha a memória,
Conta, as vistas de um maragato,
Brabo feito porco do mato,
A vida de um certo chimango.

Diz ele que, segundo Lautério,
Tinha lá um guri à toa e tinhoso.
Não imagina como era medroso.
Parecia uma moça assustada
Se via uma faca apontada,
Conta Lautério, sem o menor critério.

Era um tramanzote de marca maior.
Por sorte, ganhou proteção
De um figurão.
Ainda, se não erro,
Foi eleito à testa de ferro.
Vestiu a guaiaca e fez cara de major.

O figurão era valente.
Resolvia as coisas no laço.
Ainda por cima era ricaço.
Escolheu, com toda a ciência,
Por sua obediência,
O pau mandado prá gritar na frente.

Antes de guardar os esporões,
O patrão foi falando
Que ia continuar mandando,
Decidindo o rumo da estância,
Não abrindo mão da sua importância,
Apesar de deixar o guaipeca ordenar os peões.

Os ensinamentos que recebeu
Do seu protetor,
Olhando de fora, parecem um horror.
Eram maquiavélicos,
Mas munidos de poderes bélicos.
E, mesmo que um bocó, nunca mais esqueceu.

Logo que o velho morreu,
O maturrango, seguindo sua natureza,
Que prá bons princípios, podem ter certeza,
Não dá a menor importância,
Se apoderou da estância
Só aplicando o que aprendeu.

Paulo Ricardo Silveira Trainini


CORRE, NEGADA!

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CORRE, NEGADA!

Quando eu estou na superfície, eu me apoio confortavelmente no meu barco a remo chamado “Foco”, miro minha poderosa arma “Perguntas e Respostas calibre 38” e fogo! Se o barco não consegue visualizar toda a confusão, eu passo essa arma para os irmãos Tico e Teco . Eles olham feio para os sabidões e dizem “Corre, negada!”.

O meu cérebro começa a agir como criança. Eu me faço de louco e não questiono coisa alguma. Só ajo em função exclusivamente do presente.

Quando eles sentem um cheiro meio estranho, um olha pro outro e diz “Há algo de podre no reino da Dinamarca!”. Aí, eles voltam pra casa.


Essa é a representação figurada da mistura ideal entre o sentimento e a razão. Tanto um quanto o outro participam do funcionamento do meu cérebro sempre. Porém, o comando das funções neurológicas é intercalado dessa forma.

Os irmãos Tico e Teco são dominados pelo sentimento e os sabidões, pela razão. Os neurônios do sentimento só conseguem dominar a memória de trabalho depois que o cérebro é desafiado.

Quando eu encaro uma confusão de estímulos (sonoros, visuais, emocionais…), eu rapidamente registro (em um meio externo ou no próprio cérebro) e depois esqueço esses registros. Feito isso, eu presto atenção em todos que estão visíveis no meu foco e considero todos antes de agir.

Essa consideração leva em conta prioritariamente aspectos emocionais, não racionais. Ou seja, respeita todos, independente de julgamentos. Se fosse comparar esse foco com um país, o seu regime político não seria nenhum “*ismo” dos que têm por aí. Ele seria chamado de “Sentimentalismo”. Mas, esse regime é intercalado com outros, dependendo do foco.

O desafio que o cérebro precisa receber para efetuar essa intercalação depende do foco. Quanto mais reduzido é o foco, menos “dolorido” é esse desafio.

Essa redução segue a roda. A roda se desenvolve não apenas com o conhecimento (fundamental), mas também com as coisas que a vida ensina. O conhecimento e os ensinamentos da vida correspondem à verdade. Ou seja, a verdade não é uma coisa fixa, ela está sempre mudando com o tempo.

Naquela representação figurada que eu fiz da intercalação do comando dos meus neurônios, o foco corresponderia aos recursos tecnológicos comandados pela consciência.

Apesar de serem desenvolvidos com o objetivo majoritário de auxiliar o melhoramento das condições de vida, muitas vezes eles “erram a pontaria” e acabam fazendo o contrário.

Os recursos tecnológicos possuem uma superioridade muito grande na manipulação das informações. Mesmo assim, eles possuem deficiências em relação a coisas elementares para o ser humano. A identificação visual de objetos é uma delas.

A sabedoria do universo não é uma coisa fixa, ela está sempre mudando com o tempo. A nossa máquina mais complexa é o nosso próprio cérebro.

Quando eu desafio o cérebro, o meu cérebro reduz o foco. Deixa o campo focado o melhor possível para o futuro, seja lá qual for.

Na linguagem dos computadores, decidir tudo em função do presente dessa forma que eu falei, poderia ser traduzido em software básico.

  • Santa paciência, Batman !
  • Mas, enquanto não feder, não saberemos onde procurar.
    então, se faz de louco e corre, Robin.

Paulo Ricardo Silveira Trainini


NICOLAU MAQUIAVEL

Também disponível em PDF através do menu principal em G1 (2014) -> COMENTÁRIOS -> ESTRATÉGIAS -> MENSAGENS EXTRAS -> MSG 01: NICOLAU MAQUIAVEL

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NICOLAU MAQUIAVEL

Li dois livros do Maquiavel:

  1. O Príncipe
  2. A Arte da Guerra [ 1 ]

Eu gostei mais do segundo, mas o mais conhecido dele é o primeiro. Nessas obras, e imagino que nas outras também, ele manifestou empatia, criatividade, intuição e outras coisas que só seu grande conhecimento não conseguiria atingir.

Segundo a sua biografia, descobri que ele tinha uma vida altamente boêmia, na verdade um verdadeiro devasso! Por causa disso, ele interagiu com pessoas de diversos perfis. Em muitas dessas situações, ele deve ter sido obrigado a isolar o máximo possível esses contextos, deixando o mais distante possível o seu próprio julgamento e deixar o caminho o mais livre possível para a outra pessoa manifestar sua maneira de pensar.

Imagino que essas características que eu falei antes vieram daí. Essa turbulência, como a dele, põe na frente situações que exigem agir assim. Do contrário, ele iria prás cucuias. Imagino que seja por causa disso que a maioria dos grandes nomes da história tinham uma vida turbulenta. Em especial problemas de depressão. Mas esse foco no presente pode ser exercitado sem sofrer dessas turbulências. É através da ATENÇÃO PLENA (habilidade pscicoterápica).

Neurônio Intoxicado

REFERÊNCIAS;

[ 1 ] Resumo disponível em dois formatos:

  • 1.1 Em Power Point: G1 (2014) -> COMENTÁRIOS -> ESTRATÉGIAS no link logo abaixo do jogo de xadrez
  • 1.2 para visualizar na Internet: EXTRAS 2 -> GUERRA ESPIRITUAL

DESPIDO

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“Eu temo o dia em que a tecnologia ultrapasse nossa interação humana, e o mundo terá uma geração de idiotas.”

Albert Einstein

DESPIDO

Não sei ao certo quanto tempo a ciência já sabe disso. Duvido que seja menos do que mil anos. Bem, seja como for, ela já sabe que eventos naturais (desastres naturais, degradação de materiais, evolução dos seres vivos…) segue um mesmo padrão, despido pela distribuição normal.

Apesar da imprevisibilidade de coisas do amanhã, essa distribuição torna possível prever o rumo desses acontecimentos. Aí vai um exemplo:

Imagina um grande rio e seus afluentes. Cada afluente nasce e segue um curso totalmente independente dos outros afluentes, mas sempre acaba, direta ou indiretamente, no rio central, que desagua no mar.

Se sobrevoares a região, verás que, apesar da independência, todos os afluentes estão relacionados de forma harmônica com o todo.

Cada afluente decide o seu rumo pelo que tem logo a frente, não mais adiante. Ele desbrava o desconhecido [ REF 1 ] assim, não pelas previsões. Aposto que a natureza se harmoniza assim. não tem como teorizar essa harmonia. Pois, na prática a teoria é outra.

Paulo Ricardo Silveira Trainini

REFERÊNCIAS:

  1. G2 (2015) -> Desbravando o desconhecido


INIMIGO MAIS FORTE

Também disponível em PDF através do menu principal em G1 (2014) -> COMENTÁRIOS -> ESTRATÉGIAS -> INIMIGO MAIS FORTE

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INIMIGO MAIS FORTE

Da primeira vez que eu encaro um inimigo mais forte, não luto com ele. Me mantenho protegido e apenas dou corda pra ele mostrar as suas armas.

Depois de conhecer as suas armas, luto isoladamente com cada uma ou um grupo delas. De maneira que cada grupo tenha menos poder de fogo que eu. Quando eu luto com um grupo, uso força total.


Depois da provável vitória, volto pro abrigo, relaxo e me alimento. Só depois, luto com outro grupo (novamente com força total). Lembras da divisão e conquista (REF 1)? É ela em ação.


No final de todas as lutas, dou um peteleco nesse inimigo gigante e “sim sim, salabin”, ele vira o meu passarinho obediente e, muitas vezes, ótimo conselheiro.


Lembras de contextos isolados (REF 2.1) e foco no presente (REFS 2.2 e 2.3)? São eles em ação.


Eu evito que a pressa, a ânsia por resultados rápidos ou outra coisa do tipo (nem sempre consigo), me faça lutar em paralelo contra armas do inimigo fora desse contexto. Senão, o risco de virar comida é grande (perda de segurança, eficiência…).


Quanto maior é o inimigo, maior é o meu respeito pelo isolamento contextual. Pois, sem isso, o risco de virar comida aumenta na mesma proporção. Antes de guerrear, eu defino o contexto das batalhas.

Imagina que a guerra é um problema grave de saúde ou uma outra missão dura. É assim que eu os enfrento.


Os momentos desagradáveis não são apenas necessários para intensificar o prazer. Mas fazem parte dele. O prazer e o desprazer é uma coisa só (REF 3). Mas, no momento presente, eu deixo o prazer perto e vivo. O desprazer, longe e latente.


Tanto no prazer, quanto no desprazer, não interessa se faz frio ou sol que racha, viva a bombacha.

Neurônio Intoxicado

REFERÊNCIAS:

  • 1) G1 (2014) -> O Poder do Chimarrão -> 2) DIVISÃO E CONQUISTA
  • 2.1) G1 (2014) -> COMENTÁRIOS -> ISOLAR CONTEXTOS
  • 2.2) G1 (2014) -> COMENTÁRIOS -> FOCAR NO PRESENTE
  • 2.3) G1 (2014) -> O Poder do Chimarrão -> 9) FOCA NO PRESENTE
  • 3) G1 (2014) -> COMENTÁRIOS -> DESAFIAR O PRAZER O TORNA MAIS INTENSO