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PLATAFORMA

*  Foto da plataforma da praia de Atlântida extraída de http://sustonosneuronios.org/ -> Site 1) Susto nos Neurônios -> COMENTÁRIOS -> COMBINAR REGULARIDADE COM IRREGULARIDADE

*  Gráfico Atual das estatísticas de acesso ao site http://sustonosneuronios.org/  disponível em https://www.dropbox.com/sh/9lm9etkthhekcog/AADYvXrMAvdkNp-rb5lOdmJka?dl=0&preview=Estat%C3%ADsticas.png

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PLATAFORMA

Os meus mergulhos meditativos sempre são enriquecidos com a mistura de ideias vindas da razão e do sentimento. Além disso, elas sempre interagem entre si. A combinação dessa mistura só é feita na superfície.

Quem já exercitou essa relação sentiu claramente tendências do futuro que uma hora irão se tornar realidade. Essa sensação traz a certeza de coisas que são completamente imprevisíveis. Inclusive quando a razão compreende essa tendência e acerta na mosca em números, esses números fogem como mágica, lembrando a mecânica quântica.

Essa mistura entre a razão e o sentimento é como a luta entre animais selvagens. Nenhum odeia o outro. Eles lutam apenas por sobrevivência.

Quanto maior é a paciência, disciplina, resiliência e conhecimento (teórico e prático), maiores ficam a amplitude e a durabilidade dessas intuições.

Muitas vezes, eu fui contra a minha própria razão. Pois, quando o resultado da combinação dessa mistura me mostra um eletrocardiograma doido, mas com uma tendência clara, é estupidez ignorar isso.

Em profundidades meditativas altas, é normal ter uma sensação de claustrofobia, incertezas e até mesmo visões de monstros. Mas isso é apenas a abertura das malas de informações escondidas no teu próprio cérebro, nada sobrenatural.

Nessa hora, se sentires medo, apenas usa válvulas saudáveis como armas de defesa das turbulências e depois segue em frente, como os pés de uma plataforma.

Paulo Ricardo Silveira Trainini

Música Urbana – Capital Inicial

https://www.letras.mus.br/capital-inicial/44850/

ADIANTE

A criatividade é algo não estável, fugidio, gasoso (etéreo). Mira na ação, na invenção, no tempo futuro. Depois de cristalizado, o ato criativo ruma paulatinamente para a tradição. E o homem criativo estará vendo adiante (para o desconhecido, para o não feito)

– RUBEM PENZ –

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ADIANTE

As mensagens enviadas do meu inconsciente para o consciente são através de uma comunicação assíncrona e passiva. Ou seja, elas ficam latentes e só são enviadas para o consciente quando este solicita. Depois de recebê-las, a consciência decide o que deve ser feito.

Quanto mais eu treino a minha razão, estudando e interagindo com pessoas diferentes, mais forte fica a minha consciência.

Conhecer e inferir sobre toda a nossa bagagem de conhecimento desenvolvida em miliares de anos é absolutamente fundamental para a nossa sobrevivência. Além dessa bagagem, a nossa sobrevivência depende também da criatividade. A criatividade e o conhecimento se completam, como um casal que se ama.

Sem a estabilidade, os materiais certos, as distâncias certas, as comunicações certas e todos os recursos tecnológicos que desenvolvemos, já teríamos sidos extintos há muito tempo. Mas, para a criatividade continuar no time, toda essa bagagem não pode cometer o erro de ignorá-la.
Sempre que a minha consciência encontra o seu limite, se encolhe. Esse encolhimento é uma poda das comunicações síncronas, deixando toda a minha bagagem racional em estado de hibernação.

Quando ela entra nesse estado, ela não age por conta própria. Só entra em funcionamento por mensagens de comando vindas de fora. Ou seja, só “ouve o mundo” e se manifesta somente através de reflexos condicionados, sem a menor inferência. É como uma pessoa dormindo sem entrar no estado REM nunca. Só no REM se sonha.

Imagina que o mundo é um rio. Esse rio é completamente limpo e transparente. Encolher a consciência é ignorar tudo ao redor e prestar atenção só no rio. Ou seja, em nada além dele.
Quando me acontece algo totalmente inesperado e impactante (situação de perigo extremo, admiração de uma obra de arte e etc) , esse encolhimento acontece.

Nesse estado de encolhimento, eu só tomo alguma atitude comandado pelo reflexo desse rio, como um jogador de defesa, que só age no ataque adversário.

Quanto menos transparente for o rio, menos eu consigo enxergar esses comandos. Aí, os neurônios hibernando nesse rio escuro ficam inertes e à deriva pra sempre.

A razão não é transparente, ela é composta de coisas bem sólidas (matemática, física…). Se ela tomar conta de todo o rio, ele tapa todas as transparências, sem refletir nada.

Quem passa por essas situações extremas entra em hibernação. Mas essa criatividade precisa estar casada com a razão e viverem em harmonia para que ideias criativas possam ser refletidas. Pois, se o rio que hibernarem for totalmente sólido, elas ficam inertes e à deriva pra sempre.

Quando eu espatifei a minha perna e depois de algumas horas notei que o vermelhão que surgiu na hora começou a se alastrar rapidamente, eu entrei nesse estado de hibernação. Prontamente me levaram para o hospital.

Essa metralhadora poderosa da foto acima (pino que botaram na minha perna) é a imagem de uma radiografia que eu fiz uns dias depois da minha operação.

 

DAR O BOTE

Essa foto é do Central Park de NY, batida na primavera de 1997. Eu estava caminhado por lá e, de repente, me deparei com esse espetáculo. Quando eu vi essa cena, esse encolhimento aconteceu. Num instante, peguei a máquina e “click”. Depois de voltar para o velho pago, revelei-la. Paralisei quando a vi, de tão bela.

Quem me enviou os comandos que escolheram a posição, instante e etc, foi o inconsciente. Nessa hora, anjos desceram do céu, o céu ficou todo estrelado e…

Pra mim, Deus não é nenhuma entidade. O universo tem uma sabedoria que é, no mínimo, algumas bilhões de vezes maior que qualquer entidade. Aliás, se tu tens alguma dúvida disso, te perguntas: “Faz sentido a nossa sabedoria ter limite?”

Quando te deparares com uma metralhadora daquelas, usa todo o teu poderio racional para te defender, não atacar. Apenas livra o teu caminho das impurezas. Se escapar um detalhe por descuido, apenas te chama de bocaberta e deixa essa bocabertice para ser resolvida pela consciência. Aí, só espera amanhã. A criatividade verá coisas que a razão não vê, por mais forte que ela seja. Pode ter certeza disso.

Não podemos falar com Deus, só o ouvir. Mas, enquanto a consciência age com suas armas racionais poderosas, essa sabedoria universal espera a vez dela bem escondidinha num canto. Essa tirana só aparece para atazanar tudo.

Paulo Ricardo Silveira Trainini

É O DELEGADO

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É O DELEGADO

Os habitantes desse estranho planeta são estruturas, coisas ou sei lá. Bom, apesar de não ter a menor ideia do que são, eu tenho consciência de que é uma civilização muito mais avançada do que a nossa.

Eu já descobri que o líder desse povo se chama Mister Buda, chamado por todos de Mister B. Já o procurei em toda parte, mas ele sempre some. Depois de um tempo, aparece novamente em outro lugar na lua cheia, com cara de lobo e corpo de outro ser.

Cada lugar diferente que eu visito, eu presto atenção em tudo. Pois, tudo é novo e interessante. Mas aí, por não fazer nenhum tipo de tratamento prévio da informação, rapidamente a minha consciência fica poluída.

Isso lembra o refrigerador da família Silva Sauro. Quando eu fico com sede de informação, eu abro o refrigerador de informação nova. Mas, depois de satisfazer a sede, a informação perde o caráter de novidade. Aí, eu tenho que fechar logo o refrigerador. Senão, a minha consciência fica totalmente poluída, congela e eu viro um zumbi.

Se eu virar zumbi, ignoro até informação reciclável. O que não me interessar, vai direto pro lixo. Essa é a causa do caos que vivemos. Poluir a consciência dessa forma é a principal arma estratégica das manipulações midiáticas. Basta não virar zumbi e essas armas não te pegam.

Quando perceberes que a tua consciência está poluída, não precisa entrar em pânico. Apenas pára de pensar, não absorvendo nem tratando nenhuma informação. Depois disso, limpa toda a memória de trabalho. Antes de completar todo esse processo, não grava nenhum tipo de informação em lugar nenhum e não faz nada além de cuidar da tua saúde.

tratamento-agua

Nesse tratamento, primeiro bloqueia conscientemente o excesso de informação e, antes de gravar no inconsciente, ignora as informações inúteis. Lá no inconsciente, quem comanda é o Mister B. Ele é o delegado e é quem decide o que cada uma dessas informações delinquentes merece. As informações que morrerem, ele apenas vela e enterra.

Depois do devido tratamento, ele avaliará o produto final e decidirá quando e onde devolver pro consciente.

Esse tratamento tem por objetivo fazer o consciente lembrar os seus erros, reconhecê-los, e não repetir mais.

Paulo Ricardo Silveira Trainini 

FOCO DO FOCO

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FOCO DO FOCO

Paulo estava preparando uma janta para as suas visitas quando subitamente a caneca cheia de farinha cai no chão e quebra, espalhando farinha e caco de vidro por toda a cozinha – “Ô, droga! Pooorcaria!!!”. Aí, ele foi juntar a porcaria e derramou o copo d’água por cima de tudo – “Ô, estabanado!!!”. Pra piorar, ele cortou a mão em um caco de vidro – “Ô, @#$%&*&(-+&!!!”

Mesmo tendo que abandonar a receita original, Paulo improvisou com o que sobrou. Ainda que não tenha ficado como ele queria, saiu um grude razoável.

Antes de todos saborearem, Paulo se levantou e disse “Bocaberrtê com champinhê. E parra acompanhament, vinho Parrê. Bonapeti.”. Bah, todos ficaram impressionados, adoraram e bateram palmas depois de saborear o grude.

Se uma falha acontece por acaso, pode brotar uma semente criativa. Mas quando premeditada, o resultado é o inverso. E quanto mais se insiste nisso, pior fica. Tipo aqueles programas que as falhas estão no script. Quem assiste frequentemente esses programas, antes de terminar a cena, troca de canal. O problema de trocar de canal muito rápido é ficar desatento, sem foco.

Eu preparo cuidadosamente um contexto em total silêncio, pra não perder o foco. A minha atenção consciente é totalmente voltada para a respiração e os batimentos cardíacos, que me alerta sobre a saúde, que sempre é prioridade. O resto das ações, são totalmente automáticas, puros reflexos condicionados.

O cérebro precisa ser treinado para fortalecer os reflexos condicionados. Eu treino através do Foto Atividade, com as mudanças orientadas pela minha roda da potência neurológica.

foco-do-foco

Foco do foco é exatamente ignorar as coisas menos prioritárias.

Conscientemente, eu ignoro as coisas que não são prioridades no presente, mesmo que sejam igualmente importantes. Faço isso para me concentrar só nas coisas fundamentais, que devem ser tratadas no presente. Isso é exatamente a redução de foco que eu sempre falo. Quanto mais coisas eu ignoro, menor é o diâmetro do foco, mais reduzido ele fica.

O Rubem Penz fez uma frase sensacional (a melhor que eu já vi) sobre isso: “Ser criativo não é ser livre, é livrar-se”. “Livra-se” é igual à “ignorar”.

Se a receita original furar por causa de uma falha não-premeditada, pode resultar em sementes criativas. Essas sementes misturadas com armas racionais poderosas, resultam em alta criatividade.

Mesmo que pareça possível fugir de todas as falhas, é impossível. Em minha opinião, quem sempre foge das falhas, nunca cria. Mesmo que o refinamento tenha armas racionais poderosas para fazer essa tentativa, é um erro. O mais certo é restringir essa fuga a somente as coisas conscientes. Pois, só assim as ideias criativas poderão invadir a praia do consciente.

O Rubem me disse que a criatividade é algo não estável, fugidio, gasoso (etéreo). Quando ele disse que ela é um “livrar-se”, mira na ação, na invenção, no tempo futuro. Depois de cristalizado, o ato criativo ruma paulatinamente para a tradição. E o homem criativo estará vendo adiante (para o desconhecido, para o não feito).

Paulo Ricardo Silveira Trainini

PRO LIXO

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PRO LIXO

Muitas vezes, novidades salvadoras só ficam claras quando eu as tiro da vista da minha consciência. Verdade que isso não são todas as vezes. Porém, essa clarividência é frequente. Existem coisas que eu só consegui inovar errando ou desafiando o meu próprio cérebro. Por exemplo, um desafio que eu geralmente faço é não assistir televisão, rádio e nem outro tipo de comunicação com o mundo por um dia.

Aí, antes de voltar à minha rotina normal no outro dia, eu faço o seguinte: ponho a minha razão a descansar na reserva, mando essa tirana pro vestiário e passo a faixa de capitão para o sentimento. Só deixo a razão voltar pro banco de reserva quando ela se acalmar. No momento que ela enxerga claramente uma ideia sensacional para vencer, entra em campo novamente e pega a faixa de capitão.

Quando a minha razão vira capitã, refina a ideia e manda bala. Esse bate-bola entre os neurônios se repete desde que eu era pirralho. Depois que a razão refina, a possibilidade de vitória cresce. E esse crescimento é exponencial, pois o próximo refinamento é baseado nas repetições passadas. Ou seja, a repetição é recursiva.

CAIXINHA DE SURPRESA

Figura extraída de http://sustonosneuronios.org/ -> Pesquisar… -> CAIXINHA DE SURPRESA

Não gasta todo o teu tempo só criticando. Xinga o além e sai fazendo algo para remendar o problema sem desagradar ninguém nem estragar o futuro.

Por melhores que sejam as coisas, sempre podem ser melhoradas. Por causa dessa recursividade, o futuro é uma eterna incógnita. Agir assim, permite que o futuro afunile cada vez mais problemas. Antigamente, os fabricantes de televisão faziam de tudo para diminuir o tamanho do tubo de imagem. Hoje, nem tubo fabricam mais. Estão indo todos pro lixo.

Paulo Ricardo Silveira Trainini

 

OPA! ME ENGANEI :(

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OPA! ME ENGANEI 🙁

É só no vazio, logo acima do degrau mais alto da escada das coisas aprendidas, é que eu consigo identificar coisas novas. Mas essas novidades só ficam conscientes depois.

Eu só consigo atingir esse estado depois de limpar totalmente a consciência (MP1) e logo depois, sem ingerir nada, executar a MP2 em silêncio completo dos estímulos externos (visuais, auditivos, emocionais, físicos…). A MP2, resgata memórias antigas, inclusive pensamentos, e as joga nesse vazio da consciência. Eu presto atenção só na respiração e deixo tudo isso apenas fluir, sem fazer nenhum tipo de julgamento.

OBS: Sem fazer uma faxina pesada na consciência, se isentar de fazer nenhum tipo de julgamento é impossível.

Compara isso com uma reunião calorosa, fogo cruzado de opiniões diferentes, apenas prestar atenção num ponto inanimado e não discordar nem concordar com ninguém. Apenas inspirar e expirar sem fazer força nenhuma. Logo depois dessa reunião, liga um som do teu gosto e toma um café.

Isso é como montar em um potro redomão, soltar as rédeas e seguuura peão. Faço a MP1 diariamente há muitos anos antes de amanhecer. Eu só consigo fazer isso uma vez por dia. Foram as repetições que me mostraram como expandir esse vazio, aumentando o poder da MP2. Hoje, eu pratico a MP2 com uma frequência bem menor que antes. Porém, as ideias resultantes dela são bem menores e mais poderosas. São mergulhos meditativos mais profundos. O ápice disso é a felicidade plena.

A melhor forma de iniciar a construção dessa escada é através da técnica de meditação chamada vipassana (vipassana.org). Gradativamente, vais notar que a distribuição diária de estados meditativos irá suavizar e aumentar o poder desse processo. A partir de um certo momento, tu mesmo vais descobrir a melhor forma de meditar pra ti. Outra coisa que tu vais notar é que a tua memória e capacidade de aprender coisas novas irão ficar cada vez melhor.

vipcomlogo

Se tu te sentires indeciso, confuso, com medo ou algum outro sentimento desagradável, não te preocupas. Isso indica que tu estás próximo de algo novo, inexplorado. Simplesmente encara, te defende com todas as tuas forças e segue em frente, não ataca.

O medo é natural. Se fugires, essa coisa nova também fugirá. Mas se encará-la, ela te presenteará com essa coisa nova. Obras magníficas foram criadas assim.

Antes de ser presenteado, não tenta pegar. Depois de te defender, deixa um espaço vazio, esquece e olha pra frente.

A maior parte de um átomo é composto de espaço vazio. Quando tocamos em um objeto sólido estamos tocando em um imenso vazio. Só o núcleo atômico é sólido, menos de 1%.

Quanto mais forte fica a minha razão, mais estranho é isso. Imagina só, tocar em uma pedra e em água pura é quase a mesma coisa?! Bah, que doidura! Mas quando eu silencio todos os estímulos possíveis da consciência, fica tranquilo aceitar isso. Ninguém supera recém-nascido nisso.

A primeira vez que eu fiz isso foi para enfrentar um problema grave que eu tive de uma insônia. Era um medo assustador de que algo terrível me acontecesse. Aí, eu ficava tão apavorado que não conseguia pegar no sono nem relaxar. E isso me deixava mais apavorado ainda.

Felizmente, eu consegui superar esse problema antes ele me levasse para uma clínica psiquiátrica. Ainda, consegui superar sem a necessidade de nenhuma medicação. Mas essa vitória só veio com uma disciplina absurda e muita força de vontade para acreditar no sucesso da minha investida. Demorou vários dias, mas botei na cabeça o seguinte “vou tentar hoje, se eu conseguir um ínfimo sucesso, tentarei novamente no outro dia”, Day by day. Ou seja, um murro no problema de cada vez.

A descrição do que eu fiz está em http://sustonosneuronios.org/ -> Site 1) Susto Nos Neurônios -> COMENTÁRIOS -> ISOLAR CONTEXTOS -> link abaixo da primeira figura -> 0.3 LEIAME.rtf -> Fase_1(); “cama”. Verdade que eu já comentei isso antes, mas agora eu descobri a relação disso com o espaço vazio do átomo.

Eu atingi uma redução de foco tão grande que eu já consegui perceber direitinho a relação disso com esse espaço vazio do átomo. No momento que eu observo as minhas próprias ações no passado através desse reflexo, eu vejo meus próprios erros. Dessa forma, a consciência testemunha essas ações. Esse testemunho é tipo a imagem refletida num espelho.

Quanto mais profundo é o mergulho meditativo, mais nítido fica o reflexo. Esse reflexo deixa claro os equívocos. Aí, a consciência pensa “OPA! Me enganei 🙁 ”.  Na repetição seguinte, o engano é corrigido e o foco se reduz mais ainda.

Ou seja, parar de pensar conscientemente é legal. 🙂

Paulo Ricardo Silveira Trainini

OM MANI PADME HUM

 

ÚLTIMO HOUND

“Ser criativo não é ser livre, é livrar-se”

(Rubem Penz)

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ÚLTIMO HOUND

Quando eu esbarro com um problema gigante, eu precisarei rachá-lo em várias partes, enfrentar cada parte em contextos diferentes e depois concatenar os ganhos. Esse concatenamento não é exatamente uma soma, mas um aproveitamento parcial dos ganhos. É assim que eu aplico a tática da Divisão e Conquista em meus contextos.

Imaginas que esses contextos são árvores. Na repetição seguinte, eu repito somente as atividades dos galhos mais altos e os demais eu mudo algumas coisas, de acordo com a roda da potência neurológica. Aí, eu descubro otimizações que me dão outros ganhos, que crescem numa progressão maior que a direta. Se é logarítmica ou exponencial ou sei lá. Mas, uma coisa é certa: é maior que a direta, mutável e imprevisível. Isso lembra a mecânica quântica.

Quando as otimizações chegam a um limite, a única maneira de melhorar é criar algo diferente. Criar algo diferente não mostra um erro, pois ele não existe. Mas sim, abre uma porta escondida para criar algo novo que melhore.

Se a lâmpada que ilumina a criatividade tiver a cor amarela, ela só ascenderá se forem misturadas as cores vermelho e verde. Fundamental: esquecer a cor amarela durante essa mistura. Esse esquecimento lembra a mecânica quântica.

Imaginas que cada contexto é de uma cor. Quem se libertar de todos os problemas através de muito poder aquisitivo ou algum outro tipo de suporte pessoal similar, conseguirá ascender uma lâmpada de uma única cor só. Ou seja, paradoxalmente, o processo criativo só dispara quando as otimizações racionalmente exploradas esgotam. Aí, a criatividade entra em ação, desafiando esses limites.

Eu interpretei o que o Rubem disse como “ser livre” é libertar-se de todos os problemas, entre eles, o de criar algo novo. E “livrar-se” é reaproveitar alguns ganhos parciais terminados satisfatoriamente, permitindo, assim, que sejam repetidos e resultarem em criatividade. Por isso que eu só troco de contexto só depois de finalizar satisfatoriamente alguns, não todos, problemas abraçados.

E satisfatoriamente não é necessariamente vencer, mas enfrentar até o final, não fugir antes. Esse enfrentamento pode ser uma vitória ou não, mas o enfrentamento tem uma forte preparação para ir até o último hound.

Quanto mais particionado for o problema, mais eu aplico a máxima “o que não tem solução, solucionado está”. Na prática, isso é mandar para o inconsciente o que não tem solução e encarar como solucionado o que não tiver solução imediata.

Isso diminui o medo e aumenta a transgressão criativa. Mas diminui a participação da razão. Então, esse particionamento precisa ser intercalado: ora maior ora menor, na medida certa.

Quando o cérebro quer algo e não recebe, ele aumenta a sensação de medo. Esse é o problema maior do apego. Como ele faz isso? Não sei…

Paulo Ricardo Silveira Trainini

 

Rock Balboa, música tema do filme:

 

 

VAI DIRETO

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VAI DIRETO

Paulo estava tomando seu rico banho bem quentinho quando de repetente queimou a resistência. Bah, que susto! Instantaneamente, a água gelada começou a molhar todo o seu corpo.

– Meu Deus, o que faço!? – Disse ele, apavorado.

E ele precisa pensar rápido, pois é no forte do inverno e se ele demorar muito na indecisão, vira sorvete. Mas antes dessa transformação, ele rapidamente desligou o chuveiro e se secou mesmo todo untado de sabonete.

Felizmente, a casa estava aquecida por causa dos aquecedores ligados e as roupas que ele ia se vestir já estavam sobre sua cama. Aí, foi só correr até o quarto e se vestir.

– Ufa – disse ele, aliviado depois de se vestir.

Segundos depois, esquentou uma água no seu rico fogão a lenha, aqueceu seus pés e mãos, que ainda estavam gelados e finalmente preparou seu rico chimarrão.

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Transformar a roda da potência neurológica em espiral nada mais é do que voltar os ponteiros do relógio do cérebro. Mas não para o primeiro contexto e sim para algum contexto adiante. Ainda, em virtude do reuso de algumas atividades, o diâmetro e o tempo de execução ficam menores.

Se o Paulo não tivesse reutilizado atividades do contexto preparatório ao banho (ligar aquecedores e escolher a roupa), tinha virado sorvete. Com isso, ainda que a gelatina da confusão fique mais mole, Paulo não vira sorvete. A área da informática que aborda esse assunto se chama “Tolerância a falhas”.

Quanto melhor for o suporte provido por essa preparação, menor fica o medo e melhor fica a reação a algum susto, como o que o Paulo levou.

Repara uma coisa, o medo diminui, mas o perigo é o mesmo.

Em virtude de tudo isso, a nitidez aos detalhes dos estímulos amenta. O resultado dessa mola doida é que vai ficando cada vez mais fácil de incluir os contextos em brechas do nosso tempo, pois a duração de cada um vai ficando menor. As ideias também vão ficando mais compactas e poderosas.

No meu caso e imagino que isso valha para todo o homo sapiens, a consciência não consegue pensar de duas formas diferentes ao mesmo tempo. Os pensamentos diferentes precisam ficar inconscientes. Além dos pensamentos diferentes, todos aqueles que suportam a concentração que entram na consciência de forma automática, também. Com esse suporte, a concentração e o aproveitamento dos contextos ficam bem maiores.

Paulo Ricardo Silveira Trainini

Vai Direto – paródia de Get Back, dos Beatles

SEMPRE IGUAL E SEMPRE DIFERENTE

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SEMPRE IGUAL E SEMPRE DIFERENTE

Em uma galáxia muito distante, havia uma erva-mate muito afrente do seu tempo.

 Ao apreciar um excelente chimarrão preparado com essa erva, um dos habitantes de um dos planetas dessa galáxia detectou a primeira prova da ligação entre a Informática e a Medicina.

Posteriormente, foi descoberto que essa ligação é muito mais ampla. De repente…

A coisa mais perigosa que pode ter na minha cozinha é uma faca sem fio. Porque, se eu não estiver atento ao usá-la e forçar para cortar, por descuido, me corto.

Mas, se eu estiver calmo e atento, primeiro vou conferir seu fio. Se ela não estiver bem afiada, eu pego outra ou afio antes de usá-la. Se nenhuma dessas opções estiverem disponíveis, eu troco a coisa a ser cortada por outra que não precisa ser cortada. Se não tiver outra coisa, eu deixo tudo pra depois. Se eu não sei o que acontecerá depois, eu deixo a tarefa nas mãos do futuro, não do meu presente.

Tu podes pensar que não tem sangue frio pra isso. Mas, dá um susto nos teus neurônios que de pronto eles providenciam isso.

Ninguém tem o domínio do futuro. A melhor coisa que se pode fazer é plantar calmamente e da melhor forma o que vai florescer só num futuro incerto.

Esse plantio se assemelha à programação em camadas. No entanto, o terreno onde se planta não é discreto. É contínuo e “gelatinoso”. Essa gelatina é tipo um ruído branco, que é sempre igual e sempre diferente, essa dupla é dinâmica. Santa Escócia!

Quem aprecia um rico chimarrão, descobre coisas inacreditáveis nessa gelatina.

Mas quem tenta colher antes da hora, se corta. Infelizmente a política tá infestada de gente que tenta colher antes da hora. Fatalmente vão se afogar.

Paulo Ricardo Silveira Trainini

SUSTO NOS NEURÔNIOS

DAR O BOTE

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DAR O BOTE

“Porém, depois de implantadas, em vez de crescerem, algumas minguaram, minguaram, minguaram e, por fim, morreram. As que me restam estão custando muito a florescer para, quem sabe, um novo semear. E, em se tratando de convicções,  quebrar o galho não adianta, pois elas não pegam de muda.”

– RUBEM PENZ –

Sempre que eu desperto de um sono profundo (Rapid Eyes Movement), toda a minha memória consciente se contrai. Quando eu pego no sono de acordo com o foto atividade [01], bastam alguns minutos para que isso aconteça.

Essa contração não é a mesma coisa que diminuição. Essa contração é apenas a memória consciente registrando no inconsciente as informações desnecessárias para o presente e apagando-as da consciência.

Em sentido figurado, é como uma cobra se encolhendo para dar o bote. Ela contrai o seu volume, mas a massa não diminui. Ou seja, o meu cérebro continua com a mesma aparência. Acho que só exames de imagem ultrassofisticados podem detectar isso.

Quando isso acontece, eu sinto algumas reações musculares bem características. Por exemplo, uma delas é a sensação de que as minhas mãos são de pianista. Nessa hora, o ambiente pode estar uma confusão que a minha capacidade de abstração só das informações mais importantes para o presente é bem maior.

Aí, mesmo no meio de uma confusão, eu sinto claramente que uma ideia chegou. Quando isso acontece, eu rapidamente defino sua palavra chave, registro no inconsciente, apago da consciência e me concentro em outra coisa. A capacidade de fazer isso aumenta com o diâmetro da roda da potência neurológica [02].

Quanto maior fica o diâmetro da roda da potência neurológica, mais frequente fica isso. Aí, menos intensos e mais frequentes ficam os sustos e mais potente fica o resultado final. Verdade que esses resultados custam a florescer, pois nascem só em profundidades meditativas altas.


mQUIAVEL

Figura extraída de SITES BÁSICOS -> G1: SUSTO NOS NEURÔNIOS -> COMENTÁRIOS -> ISOLAR CONTEXTOS -> link abaixo da primeira figura -> 0.3.LEIAME.rtf

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Uma maneira mais sofisticada de perceber essa contração, mas clara, é notar que só palavras pequenas ficam ecoando na cabeça e não deixando outras coisas da confusão invadir o cérebro até que sejam tratadas. Mesmo que esse tratamento seja não fazer nada, apenas registrar. E só trata outra coisa depois de finalizar esse tratamento.

Dessa forma, tijolo por tijolo podem ser feitos trabalhos geniais.

[01] SITES BÁSICOS -> G1: SUSTO NOS NEURÔNIOS -> COMENTÁRIOS -> ISOLAR CONTEXTOS -> link abaixo da primeira figura -> 0.3.LEIAME.rtf

[02] SITES BÁSICOS -> G1: SUSTO NOS NEURÔNIOS -> COMENTÁRIOS -> ESTRATÉGIAS -> DESBRAVANDO -> SABEDORIA UNIVERSAL -> POTENCIA NEUROLÓGICA

Paulo Ricardo Silveira Trainini

Losing my religion (REM)