CAMADAS FINAS

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Leitura em voz alta automática:

CAMADAS FINAS

Uma criatura estranha.

Depois de me operar do fêmur quebrado e virar cadeirante, eu tive vários problemas neurológicos graves. Felizmente, essa fase passou, agora, tô na paz. E, pasme, consegui sair ileso dessa. E olha que crises de pânico, tendências à auto-mutilação, surtos psicóticos, depressão… não é brincadeira!

Verdade que continuo dependendo de cadeira de rodas e enfrentando a minha doença, pois ela é genética e degenerativa.

Vivente, te digo de cadeira (trocadilho, hehe): quando o cérebro quer, ele consegue. Tem como amansar o bicho e evitar o pior, mas alguma intervenção tem que ser feita. Senão, as previsões sinistras se tornam fatos.

O conhecimento não faz isso sozinho. O conhecimento funciona como músculos e armas pesadas. Sem precisão, apenas exatidão. Se o conhecimento for usado de maneira errada, dá problema.

Encara isso como uma guerra, mas não uma guerra normal, e sim, uma guerra espiritual. Pois, o nosso lado espiritual participa disso. Mas olha, isso está muito longe de qualquer religião. Nenhuma religião chega nas unhas dos pés disso. Se uma religião possuir alguma participação da nossa razão, então a deixa na reserva direto, pois a razão nunca inicia na linha. Nenhuma religião patenteou Deus.

Distribui o acesso da memória, tanto o acesso de gravação quanto de leitura. Quando surgir uma ideia, define a sua palavra-chave e manda os titulares pro vestiário.

Troca o campo visual e/ou o auditivo da arena e chama os titulares novamente. Faz a mesma coisa de antes: quando surgir outra ideia, define a sua palavra-chave e manda novamente os titulares pro vestiário. Isso é bem semelhante à programação em camadas. Quanto mais se joga, mais finas ficam essas camadas.

Quando essas camadas ficarem muito finas, a lista das palavras-chaves mais parecem mulas sem cabeça, que se movimentam de maneira totalmente louca. Parece bruxaria!

A frequência dos intervalos se torna tão alta que a própria lista das últimas palavras-chaves formam uma ideia, resgatando as ideias de forma indireta. Quando convocada, a razão só joga de maneira assíncrona, nunca síncrona.

Aí, define a palavra-chave do conjunto de palavras-chaves e… opa! Aposto que quem tem conhecimento em computação levantou a sobrancelha. Pois, isso, inclusive os termos, é muito parecido as técnicas utilizadas em programação.

Sim, além de serem parecidos, possuem uma correspondência impressionante com a gerência de memórias. Pasme, até o conceito de túneis proxy entra nessa.

Paulo Ricardo Silveira Trainini

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