TROVÃO

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Leitura em voz alta automática:

TROVÃO

========== 1 – 4 ==========

Me irrito com estímulos externos de contextos que se repetem com variações que sempre se comportam de maneira semelhante. Hoje, a minha capacidade de acabar com essas irritações é enorme, mesmo que esses estímulos chatos sejam inevitáveis.

Mas tudo não passa de memória. Tanto a minha capacidade quanto os estímulos chatos. Depois de aprender uma forma de acabar com uma irritação, eu gravo o que foi aprendido em uma memória fora da consciência que permita ser resgatada de volta para a consciência quando for necessária.

Mas não basta poder ser resgatada. Também, essa memória salvadora precisa sair rapidamente da consciência quando não for mais necessária. Essa saída é difícil para coisas muito apegadas. Por exemplo, eu adoro café. Basta que eu sinta o seu cheiro para que a minha consciência fique dominada por ele.

========== 2 – 4 ==========

Pelo que já constatei na prática durante vários anos, essas memórias possuem uma correspondência enorme com as memórias de computador, Tanto na questão da volatilidade quanto na gerência.

Ainda que eu seja formado em Ciência da Computação, não me sinto capaz de falar detalhadamente sobre essa relação, apenas sei que ela existe. Além de existir, é gigante.

Os motivos principais dessa minha incapacidade são dois: a diferença dos limites envolvidos e a forte participação do lado espiritual nos neurônios. Já, os computadores seguem fielmente aos comandos da razão. Verdade que algumas vezes os computadores se comportam de maneira fantasmagórica, mas a causa disso não é espiritual.

========== 3 – 4 ==========

Sejam essas memórias pura informação ou maneira de pensar, são memórias que devem poder ser gravadas para fora da consciência e resgatadas de volta para a consciência. Pura informação seria algo como um arquivo de dados e maneira de pensar seria algo como um programa.

Ignorar as chatices inevitáveis seria eliminar o tratamento dos dados de entrada de estímulos chatos nos programas. Ignorar estímulos chatos e prestar atenção só nos outros seria uma espécie de tunelamento em redes de computadores. Suspeito que essa correspondência seja exata.

Um apego muito forte (vício), seria como um programa de computador armazenado em hardware. Nada que estiver armazenado em hardware pode ser mexido por um programa, nem por ele mesmo. Mas o cérebro não possui essa limitação.

========== 4 – 4 ==========

A existência da correspondência entre a memória do cérebro com a memória do computador que mencionei antes vai muito além do que foi dito. Nesse entrevero, rola divisão e conquista, abstração de dados, recursividade, clusterização, programação em camadas, reutilização, encapsulamento, tunelamento e por aí vai.

O crescimento da inteligência se acelera mais com a percepção da presença dessas coisas do que com o próprio conhecimento. Mas o conhecimento serve de base para essa percepção. Ou seja, sem conhecimento, ninguém consegue desenvolver a inteligência. Pelo menos, essa é a minha opinião.

Por exemplo, depois de passar por várias tempestades com raios e trovões, a primeira coisa que percebemos é que quando os trovões ficam mais fracos, a tempestade tá passando. Em parte, isso é verdade. Porém, se prestares atenção só nos trovões e ignorar o resto, verás que isso pode estar errado.

O que sempre é verdade é que aproximação ou afastamento do ápice de uma tempestade depende da variação do intervalo de tempo entre um trovão e outro, não necessariamente da força. Quando esse intervalo está diminuindo, a tempestade está se aproximando, independente da força dos trovões. Quando esse intervalo está aumentando, a tempestade está se afastando. Se fizeres a abstração dos trovões que falei, precisarás de menos neurônios para perceber isso.

Em suma, acho eu que o tamanho do cérebro não correspondende a inteligência. Ou seja, qualquer cabeçudo pode ser um asno.

Paulo Ricardo Silveira Trainini

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