EMPANTURRAR

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EMPANTURRAR

Imagina que as ideias que integram os meus posts são sustentadas por fios da teia de uma aranha.

Quanto mais curtos forem os fios entre uma conexão e outra, mais precisas são as ideias que eles carregam e próximas da ideia foco. Quanto mais longos, apesar de serem exatos, não possuem a mesma precisão e proximidade com a ideia foco.

Ainda, se eu não conseguir esquecer uma ideia (tirá-la da consciência) antes de resgatá-la (puxá-la pra consciência novamente), corto as extremidades desse fio chiclé e ele não fará mais parte da teia. Se eu deixar, esse conflito de ideias pode causar algum problema mental.

No tempo de faculdade, eu costumava estudar pras provas no dia anterior. Porque a minha consciência conseguia se empanturrar com a matéria estudada sem precisar esquecer de nada até a hora da prova. Depois da prova, eu puxava a descarga da consciência e toda a teia, empanturrada de informações, era esquecida num buraco negro do inconsciente.

E quanto mais próximo da hora da prova, mais o estudo conseguia empanturrar a teia sem deixar a consciência puxar a descarga.

Hoje, na primeira empanturrada da consciência, mando a teia inteira direto pro buraco negro.

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Cada vez mais, a minha consciência só admite armazenar ideias com maior precisão (conexões mais próximas). A exatidão vem do conhecimento, a precisão, do sentimento no momento.

Atirar com precisão sem exatidão é a mesma coisa que atirar no vazio. Ou seja, não adianta nada. Atirar com exatidão sem precisão é atirar no lugar certo, mas de olhos vendados: também não adianta nada.

Para não perder ideias sem precisão, mas exatas, eu uso e abuso de bloco de notas ou qualquer outro meio de armazenamento de informações externo. Aí, o resgate dessas ideias é garantido.

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A memória consciente é grande, mas não infinita. Se a consciência for empanturrada com mais informações que consegue registrar, transborda (overflow) e dá alguma pane no cérebro: crise de pânico, surto psicótico ou sei lá o quê mais.

Hoje, eu só permito que a minha consciência registre no inconsciente informações conectadas com outras. E não aquelas que carregam conhecimentos isolados, sem conexão com nenhuma outra. Assim, a memória fica parecendo uma teia de aranha.

Como os fios de uma teia, as informações estão conectadas com outras. São essas conexões que fazem resgatar memórias, não o que os fios carregam.

Aposto que, se, desde o nascimento, o cérebro registrar no inconsciente só informações que possuem conexões com outras, nunca deixará a consciência ser invadida por alguma das coisas fantasmagóricas que falei antes.

Paulo Ricardo Silveira Trainini

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