BOIANDO

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Leitura em voz alta: 

BOIANDO

Imaginas um queijo suíço. Quanto mais queijo mais buracos. Quanto mais buracos menos queijo. Entāo, quanto mais queijo menos queijo.

Procurar respostas onde a fonte de respostas secou é óbvio que acaba em decepçāo. Só depois de uma manada de decepções, é que eu me dei conta disso.

Porém, secar a fonte de respostas nāo quer dizer que elas sumiram pra sempre. Mas sim, que a consciência nāo é capaz de achá-las. Se a inconsciência for consultada, jogo todas as minhas fichas como ela responderá. E mais, essa resposta virá de māo beijada, sem a necessidade de perguntar nada. É só uma questāo de jogar verde pra colher maduro.

Já me aconteceu diversas vezes de eu nāo conseguir entender nada do que o professor estava ensinando em aula. Eu boiava total.

Das primeiras vezes, eu jogava as culpas na dificuldade de atençāo, burrice, desinteresse e etc. Nāo era nada disso. Era que a minha consciência estava cheia demais para absorver mais informaçāo. Depois de descobrir isso, eu resolvi o problema com um truque:

Boiando? Inverte o raciocínio, ao invés de correr atrás de respostas, corre atrás de perguntas. As perguntas, mesmo que idiotas, visavam apenas aprender o que nāo estudar em casa. Bastava aprender o que nāo estudar e estudar só o indicado pelas respostas das perguntas idiotas.

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Imaginas que tu estás boiando no meio de um rio que acaba numa queda d’água Se te apavorares e nadar desesperadamente na direçāo contrária até cansar, vais gastar rapidamente as reservas energéticas e… Foi muito bom termos nos conhecido.

Se, ao invés disso, observares os objetos próximos que nāo se movem e possíveis de serem alcançados, nada até um deles. Descansa e repete o processo até que um deles alcance a margem. Agir assim exige sangue frio. Mas é muito mais provável que consigas fugir da queda.

Agora, imaginas que cair na queda d’água é a mesma coisa que tirar zero na prova. E que nadar contra é a mesma coisa que chutar as respostas.

A razāo é viciada em buscar respostas. O coraçāo, sei lá…

Paulo Ricardo Silveira Trainini

O tempo nāo pára – CAZUZA

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1 comentário em “BOIANDO

  1. BOIANDO – LEMBRAR DEPOIS

    Figura principal disponível em http://sustonosneuronios.org/wp-content/uploads/2020/01/CACHE.jpeg

    Usa e abusa de um bloco de notas para registrar as palavras chaves de ideias obtidas no presente. Ele é a garantia de lembrar de tudo no futuro.

    Te imaginas no meio de um estouro de uma boiada. Se tiveres uma ideia no meio desse estouro, registra-a num bloco de notas e esquece-a completamente. Rapidamente, volta a prestar atenção só no estouro antes de ser pisoteado.

    Só resgata o bloco de notas depois, quando estiveres a salvo, relaxado e alimentado.

    Nesse estouro, um bloco de notas é como um jogador de defesa. Quanto maior for a sua potência, maior será a tranquilidade dos jogadores de ataque.

    Se tu já repetiste esse processo algumas vezes e sentiste que as palavras chaves ficaram mais difíceis de serem esquecidas e mais rápidas de serem lembradas, comemora. Isso quer dizer que a tua memória está melhor. Detalhe, eu disse melhor, não maior. Porque o tamanho físico é igual, o que melhorou foi a sua organização.

    Uma memória desorganizada é como uma biblioteca que armazena livros sem catalogação. Já, uma memória organizada é como a mesma biblioteca com os livros catalogados.

    A primeira coisa que eu fiz na organização da minha memória foi a reserva de uma parte da memória para armazenar palavras chaves com acesso de leitura e gravação privilegiados. Essa parte da memória do cérebro é semelhante a memória cache do computador.

    Memória cache não é uma coisa física, mas uma porção de memória com as características que eu falei. Essa porção de memória pode estar presente em diversos tipos de memórias.

    Essa melhora da memória que eu falei é um espécie de “upgrade” do cérebro. Tem muito mais coisas a serem melhoradas, essa é apenas a primeira. Esse “upgrade” vai longe…

    Paulo Ricardo Silveira Trainini

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