BOM DIA, CANECA

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BOM DIA, CANECA

Todas as minhas ideias foco, as que encabeçam os meus posts, nasceram em situações muito próximas de abismos. Esses abismos ficam a beira do rio da loucura. Ao chegar lá, eu passava por situações fantasmagóricas, tipo surtos psicóticos, crises de pânico, crises de depressāo e outros.

Já visitei esses abismos diversas vezes, mas eu nunca mergulhei nesse rio. Quando eu chegava na margem, os fantasmas iam embora e eu respirava aliviado. Aí, eu me alimentava, tomava um cafezinho e só observava o fluxo do rio, sem mergulhar (sem divulgar nada).

Faz alguns anos que essas situações fantasmagóricas nāo me atormentam. Tomara que nunca mais voltem. Porém, ainda que com bem menos frequência, eu continuo visitando esses abismos.

Quase sempre, o que antecedia essas situações fantasmagóricas que eu falei eram conversas com objetos inanimados. Tipo a conversa que o Jô Soares (gênio!) teve com uma caneca. Ele contou que um dia olhou pra uma caneca e disse “Bom dia, caneca.” e a caneca respondeu “Bom dia, Jô”.

Se tu perceberes a proximidade de uma situaçāo fantasmagórica, anota em papel o que foi observado logo antes (rabisco rápido, sem nenhum refinamento), tira-o da vista e limpa a memória de trabalho. Eu faço essa limpeza através da MEDITAÇĀO PLENA 1.

Mas, se tu já és orientado por um médico, segue as orientações dele e ignora a minha sugestāo.

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Agradeço aos céus por ter tido uma ótima educaçāo e estar sendo muito bem orientado por médicos. Senāo, eu já tinha me atirado no rio da loucura.

As coisas que me fazem nāo me atirar sāo comandadas pela razāo. As coisas que me fazem observar o rio sāo comandadas pelo coraçāo.

A minha razāo e o meu coraçāo vivem brigando, mas nunca se separam. Apenas respeitam essa inversāo de comando sempre.

Diga-se de passagem, quando eu falo “meu coraçāo”, eu falo apenas de forma poética, pois tudo que sentimos vem do cérebro, nāo do coraçāo. O coraçāo nāo passa de uma pobre vítima do que rola no cérebro.

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Imagina que essas coisas racionais formam um metrônomo, as coisas sentimentais fazem a observaçāo dos movimentos loucos do fluxo do rio.

Sem um metrônomo, os músicos de uma banda se perdem, por mais experientes e introsados . Mas se ignorarem o coraçāo, a criatividade some e a música fica uma porcaria. Só restará a loucura.

Os fantasmas que me empurraram pro rio da loucura usaram de todos os seus artifícios para me fazer mergulhar. Geralmente, eles poluíam a minha consciência de informações confusas até o transbordamento.

Esse transportamento causava as situações fantasmagóricas que eu falei antes. Ele é análogo a um problema de segurança da informaçāo chamado “buffer overflow”. Esse é o nome de uma das principais táticas usadas por hackers para quebrar a segurança de um sistema e invadir.

A soluçāo de tudo é, pasmem, nāo um meio termo entre a razāo e o coraçāo, mas a convivência harmônica dos dois, mantendo-os íntegras nas suas essências. Ou seja, só misturá-los, nāo combiná-los.

Paulo Ricardo Silveira Trainini

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