PROGRESSÃO ACELERADA

*** Compartilhar ***
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
0
(0)

Leitura em voz alta automática:

O medo não é real. O perigo é.

PROGRESSÃO ACELERADA

O problema do vazamento de dados de um sistema sempre pode ser resolvido com a sintonia perfeita entre o homem e a tecnologia.

Imagina que o homem é um cavaleiro montando um potro redomão. E que eles precisam atravessar um terreno ultra perigoso em apenas três dias portando dados que não podem ser vazados. O potro é o cérebro do cavaleiro.

Se a tecnologia diz que não consegue fazer isso em apenas três dias, logo no amanhecer do terceiro dia, estará feito. Ainda, dará de brinde um potro domado.

Reuniões diárias, noites mal dormidas, hackers, veja bem…

Veja bem, o caramba!

Na hora que um amigo meu desabafa coisas que causam medo de um futuro negro, olho bem no olho dele e presto bem atenção no que ele diz.

Quando ele plantar uma flor de medo, interrompo e falo só o mínimo suficiente para amenizar o seu sofrimento presente, mais nada.

E mais, deixo claro pra ele que eu prestei bem atenção no que ele disse e que eu não menosprezei o seu medo. Mas também, deixo claro que repetições que considerem os resultados das repetições anteriores do uso da mesma estratégia diminuem o perigo futuro em progressão acelerada.

Medo do medo, o caramba!

Paulo Ricardo Silveira Trainini


AS VISTAS DE UM MARAGATO

Horror, o caramba!

Estou mais animado que um fandango
Com aquela história,
Que, se não me falha a memória,
Conta, as vistas de um maragato,
Brabo feito porco do mato,
A vida de um certo chimango.

Diz ele que, segundo Lautério,
Tinha lá um guri à toa e tinhoso.
Não imagina como era medroso.
Parecia uma moça assustada
Se via uma faca apontada,
Conta Lautério, sem o menor critério.

Era um tramanzote de marca maior.
Por sorte, ganhou proteção
De um figurão.
Ainda, se não erro,
Foi eleito à testa de ferro.
Vestiu a guaiaca e fez cara de major.

O figurão era valente.
Resolvia as coisas no laço.
Ainda por cima era ricaço.
Escolheu, com toda a ciência,
Por sua obediência,
O pau mandado prá gritar na frente.

Antes de guardar os esporões,
O patrão foi falando
Que ia continuar mandando,
Decidindo o rumo da estância,
Não abrindo mão da sua importância,
Apesar de deixar o guaipeca ordenar os peões.

Os ensinamentos que recebeu
Do seu protetor,
Olhando de fora, parecem um horror.
Eram maquiavélicos,
Mas munidos de poderes bélicos.
E, mesmo que um bocó, nunca mais esqueceu.

Logo que o velho morreu,
O maturrango, seguindo sua natureza,
Que prá bons princípios, podem ter certeza,
Não dá a menor importância,
Se apoderou da estância
Só aplicando o que aprendeu.

Paulo Ricardo Silveira Trainini


O que você achou disso?

Clique nas estrelas

Média da classificação 0 / 5. Número de votos: 0

Nenhum voto até agora! Seja o primeiro a avaliar este post.

Como você achou esse post útil...

Sigam nossas mídias sociais

Lamentamos que este post não tenha sido útil para você!

Vamos melhorar este post!

Diga-nos, como podemos melhorar este post?

  •   
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •   
  •  

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *