PROTEGIDOS

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Leitura em voz alta automática:

PROTEGIDOS

Depois de descobrir a equivalência da memória cache do computador (memória de alta velocidade de acesso) com a do cérebro, eu comecei a investigar o que causava os meus problemas de saúde mental: vícios, hábitos insalubres, medos irreais…

De cara, descobri que a minha memória tava uma imundície, totalmente intoxicada. Era impossível curá-la sem antes desintoxicá-la. Pelo que eu li no livro A Arte de Esquecer, do Ivan Izquierdo, acho que essa desintoxicação que falo corresponde à desintoxicação da memória que ele fala. Ele ressalta que essa desintoxicação é como a desintoxicação de um drogado em recuperação. No computador, acho que ela corresponde a limpar a memória reservada para um processo antes de iniciá-lo.

Seguramente, essa é a fase mais difícil. No meu caso, durou alguns meses. Eu tive todos os problemas listados na figura. Inclusive, tive de usar medicações para controlá-los. Mas usei-os com bastante parcimônia. Bem mais do que a grande maioria das pessoas, principalmente dos mais abastados.

Por exemplo, quando eu relatei para o meu neurologista o que se passava na minha cabeça ao me deitar a noite pra dormir (listado na figura acima), ele de cara identificou o problema e me receitou um remédio.

Mas ao ler sua bula, me apavorei. E resolvi enfrentar um dia sem usá-lo. A muito custo, consegui. Consegui repetir o sucesso mais um dia e com um pouquinho menos sofrimento. Depois de uns dez dias, aqueles medos fantasmagóricos (pânico) viraram medinhos de nada. Depois de alguns meses, esses medinhos de nada viraram pó e sumiram completamente.

Antes de me aventurar a tentar vencer esse problema sem usar a medicação (nunca a usei), lancei mão de técnicas corporais que aprendi antes. Sem elas, quem teria virado pó seria eu. Então, não deixa de seguir as orientações do teu médico se não estiver bem seguro disso. Quem quiser saber as mágicas que eu fiz, clica em http://sustonosneuronios.org/cama-2/

Nas primeiras horas de cada dia que eu conseguia driblar os fantasmas da noite, eu me sentia mais forte, criativo e preciso. E também, uma coisa que até hoje é misteriosa: eu ficava com a visão pra perto mais nítida, tipo usar óculos pra perto.

Esse drible que eu falei, é a mesma coisa que um proxy tunnel (túnel de transmissão de dados protegidos em redes de computadores através de uma conexão não confiável), transmitindo as mensagens enviadas antes de dormir de forma íntegra no meio de uma confusão. Isso que falei tá ilustrado na figura acima.

Na hora de dormir, eu anotava em papel as palavras-chaves dos fantasmas e depois voltava a relaxar com respiração diafragmática (não pulmonar). Só resgatava os papéis com as anotações no dia seguinte depois do convívio social.

O motivo de anotar em papel e esquecer do que foi anotado é para se comunicar com o futuro através de troca de mensagens assíncronas, não síncronas. Dessa forma, elas serão processadas pelas mágicas do cérebro antes de chegar nas mãos dos destinatários.

Paulo Ricardo Silveira Trainini


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