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Informação infinita é igual à conhecimento zero

 

Leitura em voz alta automática:

 

DEFESA

 

Eu só consigo raciocinar direito quando a minha consciência está confinada e armazena pouca informação, bem menos que o seu limite. Quando isso acontece, apesar da minha atenção ficar bem restrita em espaço e tempo, minha visão fica bem mais nítida e eu consigo decidir mais rápido. Essa visão é como usar óculos pra perto. Se isso significa déficit de atenção, eu tenho déficit de atenção.

Sem esse confinamento, rapidamente o meu pensamento fica confuso. Antes, esse déficit de atenção significava fracasso. Mas hoje, esse meu fracasso se transformou em sucesso. Agradeço aos céus por ter sido um fracassado. Pois, foi o fracasso que me fez descobrir o sucesso.

O meu principal artifício pra fazer essa transformação é: não interagir com ninguém antes de concluir esse confinamento. Só se comunicar através de troca de mensagens assíncronas. Nessa hora, eu pareço um robô.

Quando a minha memória consciente tenta armazenar uma quantidade de informação maior que a sua capacidade (overflow), eu me sinto angustiado, mal-humorado, intolerante, impaciente e, por vezes, furioso. Hoje, apesar de continuar assim, é muito mais difícil eu chegar nesse ponto. Pois, registrei de forma permanente na minha consciência, tipo gravar no hardware do processador de um computador, a seguinte ordem:

“Deu overflow? Então registra no inconsciente as palavras chaves das atividades não prioritárias e depois esquece essas atividades, inclusive as suas palavras chaves. Feito isso, ocupa o raciocínio somente com o que é absolutamente prioritário. Em palavras computacionais, o que eu quero dizer é semelhante à “Deu overflow? Então, opera o cérebro em modo RISC, não SISC”.

Se tu fores igual a mim, ao sentir que o teu pensamento tá confuso, faz o seguinte: te transforma num robô e limpa o cenário do próximo contexto o máximo possível. Começa a limpeza por objetos de cores escuras. Mas nesse início, passa por todo o cenário, não só numa parte. Nessa primeira passagem, ocupa o teu raciocínio só com a limpeza dos objetos escuros e ignora o resto. Eu apelidei essa primeira passagem de faxina pesada.

Essa ação de ignorar, pode parecer um ataque, mas não. É só uma reação de defesa. Se tu fores adepto ao famoso “tudo ou nada”, nessa hora esquece. Pois, nenhuma sujeira pesada pode ser limpa de uma vez só. Serão necessárias outras passagens pelo mesmo cenário para completar a limpeza.

Depois dessa faxina pesada, relaxa, te alimenta e faz exercícios. Os meus exercícios podem ser vistos na opção EXTRAS 1 -> FOTO ATIVIDADE -> ATIVIDADES do menu principal.

Depois dos exercícios, eu relaxo, me alimento e me vou pro computador. Nessa hora, eu me sinto mais criativo e percebo coisas que eu não tinha percebido antes vendo as mesmas coisas.

Paulo Ricardo Silveira Trainini

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DEFESA

2 opiniões sobre “DEFESA

  • “… structures or things that I’d never seen before, that I had no idea what they were. I was like caveman in a computer lab. I don’t have any idea… I knew in my intellectual awareness that this was a very advanced civilization, or life forms, or whatever they were. They were so far advanced from what we know here on Earth.” – PHAXE

    HOMEM DAS CAVERNAS
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    Eu já uso a Internet há uns 28 anos. Acreditem, eu sou da época que o Mosaic, australopitecos do Internet Explorer, era o êxtase. Num passe de mágica, ele navegava em sites de outros países, incrível!

    Nessa época, eu até conseguia me comunicar com pessoas do outro lado do mundo por um tal de correio eletrônico chamado de e-mail (eletronic mail). Quando eu entrava no laboratório de informática da UFRGS, onde fiz toda a minha vida acadêmica, eu me sentia um homem das cavernas visitando um castelo mágico. O administrador da rede de computadores usava óculos fortíssimos. Ele era o todo poderoso do universo.

    Hoje, tudo isso são apenas lembranças. Mas são essas lembranças que me permitem associar novidades com conhecimento do passado e assim viabilizar a visita de novos homens das cavernas.

    Se experimentaste fazer a mágica do RESGATE ASSOCIATIVO, ficarás pasmo com as associações malucas durante esses resgates, que aparentemente não tem nenhuma relação lógica. Mas tenhas em mente que quanto mais paciência tiveres em resgatar o que foi registrado, mais mágicas o teu cérebro fará com a informação registrada.

    DICA: se tu não confiares na tua memória para memorizar as palavras-chaves, anota-as num papel. No final do contexto que fizeste as anotações, tira o papel da vista e esquece completamente do que foi anotado. Depois de esquecer, fica tranquilo, pois o resgate posterior será só uma questão de consultar esse papel.

    PRESENTATION – PHAXE
    http://sustonosneuronios.org/wp-content/uploads/2020/01/Presentation-Phaxe.mp3

    Um abraço,
    Paulo

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