PLÁGIO

Não é a prosa nem o verso
Que fazem o peão vencer a gineteada
Nem o mouro cruzar a chegada.
Verdade que sem eles
Nada pode ser contado.
Mas, para que esta dúvida
Não virasse sofrimento
Apostei no som e no movimento.

Último verso da poesia “Payada da dança”, do livro INSPIRAÇÃO, disponível em http://sustonosneuronios.org -> EXTRAS 1 -> INSPIRAÇÃO

Leitura em voz alta automática:

PLÁGIO

A razão e a criatividade são coisas bem distintas, mas sempre estão juntas. Uma completa a outra.

Quando eu segui só a razão, ignorando a criatividade, encontrei a depressão. Quando eu segui só a criatividade, ignorando a razão, encontrei o pânico. Juro que isso é verdade!

A base que sustenta esses dois não é sólida nem fixa. É gasosa e fugaz, troca de forma rapidamente. E se eles não estiverem bem sincronizados, é problema na certa.

A medida que eu fui explorando os meus neurônios, repetindo contextos com mudanças ditadas pela roda da potência neurológica (EXTRAS 2 -> POTÊNCIA NEUROLÓGICA) , os antigos limites aumentaram progressivamente e de tal forma que alguns até sumiram.

Um exemplo desses sumiços foi o de monstros que me causavam medo ao dormir. No início, eles me causavam muito medo, sofrimento e uma sensação de claustrofobia (era pânico). Depois, esses medos absurdos se dissiparam em menos de um mês. Se tornaram apenas medos normais. Depois de alguns anos, esses medos normais sumiram completamente.

Na mesma progressão dessa “desintoxicação dos neurônios”, meus gostos alimentares mudaram involuntária e gradualmente para comes e bebes mais amargos e magros. Hoje, a mesma aversão por comidas amargas e magras que eu tinha antes, eu tenho hoje por comidas doces e engorduradas. Se eu for obrigado a comê-las, eu até como, mas não é minha praia.

Os alicerces dessa exploração são comandados pela razão, que é regular e previsível. E as outras coisas, completamente caóticas, pela criatividade. Mas os dois estão presentes em tudo. Apenas os seus papéis se invertem e de maneira súbita e imprevisível.

Na exploração de novidades (maiores amigas da criatividade), a minha principal estratégia é não exagerar em nada, fatiando tarefas novas e complexas em vários contextos e apenas deixando que ideias criativas venham sozinhas, sem buscá-las. O ganho com essa estratégia não é pouca merda, é muita merda.

Por diversas vezes, já me perguntaram se eu uso algum artifício contra plágio. Bem, eu sei que esse problema existe, mas eu prefiro investir na difusão das minhas ideias do que utilizar esses artifícios.

Essa minha preferência não é por uma simples comodidade, tem um forte fundamento. Pois, a arma mais poderosa de todas é o apoio popular. Essa afirmação foi feita pelo pai da política, Nicolau Maquiavel, eu apenas sigo essa ideia. O livro que ele fez essa afirmação se chama “A Arte da Guerra” (EXTRAS 2 > GUERRA ESPIRITUAL).

Paulo Ricardo Silveira Trainini

Quão útil este post foi pra ti?

Clica na estrela para classificar!

No votes so far! Be the first to rate this post.

We are sorry that this post was not useful for you!

Let us improve this post!