BOLINHA

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BOLINHA

Dificilmente um problema grande pode ser vencido de uma vez só. É preciso podá-lo até ficar pequeno o suficiente para sacrificá-lo de vez. Por mais resistente e maciço, um problema sempre tem um ou mais pontos fracos que podem ser podados. Porém, se o problema for muito potente, só é possível descobrir seus pontos fracos isolando-os ou abstraindo-os o máximo possível e observando-os isoladamente.

Antes de descobrir um número de pontos fracos suficiente para acabar de vez com o problema, não o ataca nem dá nenhum sinal de que já conheces alguns dos seus pontos fracos. Pois, se for um vírus mutante, pode eliminar esses pontos fracos antes de ser sacrificado. Agir assim exige uma forte resistência a situações adversas (resiliência) e paciência, mas é o preço.

Existem problemas neurológicos que hoje não podem ser eliminados. Um exemplo é a minha doença, ataxia espino cerebelar, que é genética e degenerativa, não tem como ser eliminada. No entanto, a nossa história está repleta de descobertas de curas para doenças anteriormente incuráveis.

Noel Rosa morreu de tuberculose aos 27 anos de idade. Wolfgang Amadeus Mozart morreu de uma doença estranha aos 35 anos de idade. Eu vi uma manchete de um jornal do início do século passado que falava de uma velhinha! de 42 anos de idade, bah. Hoje, essas coisas seriam absurdas.

Quando eu reduzo o foco, aparece de forma nítida e instantânea a melhor forma de podar um problema que antes parecia completamente maciço. Cada repetição – repetições de acordo com a roda da potência neurológica – se descobre mais coisas que podem ser podadas. Depois de algumas podas, o problema fica uma bolinha de nada. Isso se assemelha a descascar uma cebola.

Se essa cebola for devidamente descascada, poderei encontrar duas bolinhas, não uma só, como eu pensava antes. Aí, coisas aparentemente sem solução podem ter solução.

As ideias básicas que eu tenho para escrever um post são como as bolinhas mais internas de uma cebola. Para agarrá-las preciso fazer várias podas nessa cebola de ideias. Durante as podas, eu não consumo nenhum tipo de estimulante (café, chocolate…) nem qualquer tipo de coisa que dê prazer (doces…). Se o teu médico concordar, aconselho experimentar fazer o mesmo. Pois isso, torna o processo mais eficaz.

Porém, essas bolinhas só podem ser visíveis independentemente reduzindo-se absurdamente a amplitude do foco. Imagina que reduzir o foco seja como descascar uma cebola.

Eu me espantei várias vezes com essas bruxarias que acontecem no cérebro. Se tu tiveres alguma dúvida, aplica algumas das minhas doiduras e vê por conta própria. Sugiro iniciar por SITES BÁSICOS -> G1: SUSTO NOS NEURÔNIOS -> COMENTÁRIOS

Paulo Ricardo Silveira Trainini

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