GRAÇAS A DEUS


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GRAÇAS A DEUS

Quanto mais eu reduzo o foco, mais demora pra cair a ideia foco. Quando ela vem me salvar, eu sinto. Esse sentimento me dá a certeza de que a ideia salvadora está a caminho e uma hora a minha razão conseguirá agarrá-la fácil fácil. Esse sentimento é manifestado pelo coração, que bate mais forte ao sentir a sua proximidade.

Mas, o coração não passa de uma pobre vítima do cérebro. O cérebro é quem comanda as nossas ações, sensações e emoções. Se o coração bate mais forte quando estamos perto de alguém, não foi ele que sentiu isso, foi o cérebro. O coração apenas manifestou esse sentimento através dos batimentos cardíacos.

Apesar de ter uma boa dose de paciência, essa demora crescente foi me desencorajando. Porém, quando eu percebi que quanto mais reduzido é o foco mais garantido fica o resgate do que foi registrado, a paciência voltou a me dominar. Pela permanência da proporcionalidade dessa relação, eu tentei achar uma explicação neurológica. Apesar de ter encontrado explicações, não me atrevo a falar nelas porque não estudei isso antes e por isso corro um sério risco de falar besteira.

Os estímulos externos (visuais, auditivos…) estimulam as atividades neurológicas. Também, o estado de saúde (estímulos internos) influi diretamente nisso. Se essas atividades ocasionarem algum problema de saúde, é a minha própria razão, calcada no conhecimento, que comanda o tratamento desse problema.

Bom, pra mim, a espiritualidade influi tanto, ou até mais, nas atividades neurológicas. Acredito em Deus, mas nenhuma religião o patenteou, graças a Deus!

No presente, a minha tranquilidade e coragem se apoia nos resultados dos contextos preparatórios. Se a minha lembrança desses contextos for só dos seus resultados (positivos ou negativos) e não do que rolou na hora, eu ganho automaticamente mais coragem e tranquilidade.

Mas é importante ressaltar que as lembranças dos contextos preparatórios precisam se restringir só aos seus resultados e nada do que rolou dentro desses contextos. Muitas vezes, os fracassos, que geram sensações desagradáveis no momento, se transformam em criatividade no futuro.

Mas se essas sensações desagradáveis ressoarem em contextos futuros, a criatividade some e no lugar dela entra o medo do medo, que depois de secar, vira pedra. Além disso, vingando ou não as sementes criativas, é fundamental esquecer do que rolou nos contextos preparatórios. Pois, sejam o que for, serão inúteis.

Durante contextos preparatórios, rola uma certa identificação e até compreensão de alguns trechos desagradáveis por anunciarem ganhos futuros. Isso se deve ao fato de já ter vivido experiências espirituais semelhantes, que se comportaram assim. Nesses casos, os trechos desagradáveis funcionam como uma espécie de trilha.

Esse jogo de lembrança e esquecimento é uma lista encadeada. Num terceiro contexto, não lembro nem do que rolou nem dos resultados do primeiro contexto. No máximo, o número desses resultados. Mas não do número de contextos, pois cada contexto pode ter um número de resultados variável. É como um vulcão que entrou em erupção e depois espalhou lava em todos os contextos.

Paulo Ricardo Silveira Trainini

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