ESTOURO DE PILHA

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ESTOURO DE PILHA

Na meditação, o meu objetivo é melhorar a exploração, não ganhar a medalha de ouro. Se eu ganhar a medalha, que assim seja, mas espero que isso aconteça no futuro, não agora. Agora, eu quero investir na exploração, não no vazio de não ter mais o estímulo para melhorar.

A forma de explorar que eu sigo segue sempre o mesmo princípio: isolar o máximo os estímulos externos (principalmente os visuais e os auditivos) e focar só na preparação dos contextos futuros, não nos seus resultados.

Se isso fosse uma função matemática, os resultados seriam variáveis e a preparação, constantes. O comportamento dessa função é semelhante à distribuição normal. Porém, têm vezes que as variáveis se comportam de forma fantasmagórica, completamente sem lógica.

Figura extraída de EXTRAS 2 -> ZOINHO -> (clica no zoinho)

Se eu quero sentir o que uma outra pessoa sente em uma dada situação e perceber as suas necessidades, eu procuro isolar só os estímulos que essa pessoa teria e tento me botar no lugar dela. Quando eu consigo isso (nem sempre), eu sinto claramente as suas necessidades. Já vivenciei isso incontáveis vezes. Essas necessidades são as constantes da função fantasmagórica.

A preparação dos contextos futuros é uma questão racional, quanto maior for o conhecimento, mais livres e menos assustadores ficam os fantasmas. O que resulta desses contextos futuros é uma questão emocional. Esses resultados alimentam o nosso conhecimento, que melhora cada vez mais a preparação.

Esse processo é como a execução de um algoritmo recursivo. Se a preparação dos contextos futuros ousar prever seus resultados, dá estouro de pilha.



Em geral, eu preciso de várias semanas para produzir um post que pode ser lido em poucos minutos. Primeiro, eu me preocupo só em refinar as palavras-chaves de ideias obtidas em vários contextos diferentes e ignoro completamente a função fantasmagórica. Essas palavras-chaves norteiam a preparação dos contextos futuros.

Mesmo aparentemente insignificantes, essas palavras-chaves não podem ser ignoradas, pois elas contêm as prioridades, que são constantes.

Se um post ignorar essas prioridades, não será bem aceito, por mais refinada que seja a sua produção. Tanto na preparação dos contextos futuros quanto na execução dos mesmos há interação entre a razão e a emoção. Só que durante a preparação de um contexto, quem toma as decisões é a razão, na execução é o sentimento.

Esquecer os prováveis fracassos de contextos futuros durante a preparação dos mesmos não é uma falha de memória. Pois isso faz com que o inconsciente descubra como resolver ou, pelo menos, eliminar a maioria dos fatores negativos que compõem a função fantasmagórica. Não esquecer essas probabilidades negativas, faz sofrer por antecipação.

Paulo Ricardo Silveira Trainini

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