FLAGRA

Todo o ofídio é traiçoeiro.

Às vezes paga e outras cobra.

Depois, sai de rasteiro.

Leitura em voz alta automática:

FLAGRA

Logo nos primeiros passos da minha trajetória espiritual – por volta de 2013 – a presença do lado espiritual na sabedoria universal era muito mais nítida que hoje. A sua presença era clara em praticamente todas as minhas ideias. Também, a frequência das coincidências inexplicáveis pela razão era muito mais alta que hoje.

Nessa época, eu tinha uma tentação muito grande em atribuir essa presença espiritual a entidades. Por exemplo, eu fazia o cérebro enfrentar desafios fortíssimos para receber conselhos valiosíssimos de uma cobra enorme, milenar. De fato, esses conselhos eram poderosos. Porém, depois de um tempo, a minha razão conseguia entender o porquê desses conselhos e as suas progressões lógicas. Aí, ainda que mantivessem detalhes imprevisíveis, a maioria das coisas relacionadas eram previsíveis. Depois desse flagra, a ideia de atribuir essa presença espiritual a uma entidade caía por terra.

Hoje, continuo tendo que enfrentar desafios mentais fortíssimos para receber conselhos desse valor. Mas não os atribuo à entidade nenhuma. Aliás, não acredito mais em nenhuma entidade. Todas elas só entram na minha consciência se eu as imagino, mas a minha imaginação deixou de fazer isso há muito tempo.

Eu estou impressionado como esse flagra não caiu na boca do povo antes. Te jogo como muitos já tiveram esse flagra, mas não espalharam pros outros porque não quiseram ou não tiveram oportunidade.

Uma coisa a razão nunca conseguiu, e duvido que algum dia consiga: descobrir a origem de coisas completamente etéreas e fugazes. Por exemplo, a sensação que nos traz a certeza do lugar mais adequado para meditar. Essa sensação, ainda que etérea e fugaz, é clara. Semelhante a um alívio no coração sem motivo algum, completamente espontâneo.

Apesar da compreensão racional das coisas do coração, que torna clara coisas que antes eram desconhecidas, a opacidade de alguns detalhes é eterna. A razão e a emoção vivem se engalfinhando, mas sempre fazendo as pazes, tomando um cafezinho juntas e se complementando. Depois, voltam a pelear e …

Essa relação entre a razão e a emoção é infinita. Ela faz aniversário todos os anos e esse comportamento doido nunca mudou. Com todo o respeito, aniversário é que nem bunda, todo mundo tem. Todos deveriam curtir seus aniversários de maneira privada. Agir como bem entender, sem medo algum e, depois que tudo estiver no lugar, espalhar os resultados pro mundo. Isso é fundamental para a nossa longevidade.

Paulo Ricardo Silveira Trainini

QUE BACA!

(paródia da música “Flagra” da Rita Lee)

Paulo Ricardo Silveira Trainini 
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Bah…
Bah, bah, baraaah…
Bah, bah, baraaah…
Bah, bah, baraaah…

Mas que baita teorema
É só achar a raiz
E desenvolvo um sistema
Pra consertar nosso país

Foi só instalar
Pra tudo dar crap
Depois que veio um zoinho
Mas que baca da peste!
Milkshake e um cafezinho

Mas de repente
Funcionou
E o ladrão
Logo dançou

Overflow em tudo
Cruzes!
Que baca, que baca, que baca.

Também disponível em:  EXTRAS 2 -> ZOINHO -> clica na imagem

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