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OVO

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OVO

A consciência é a imaginação quem cria. Se ela concluir que algo é impossível e gravar no inconsciente essa impossibilidade, essa impossibilidade não mais poderá ser apagada, tipo uma informação no hardware de um computador. Dependendo do tipo do hardware, a única maneira de retirar essa memória é trocar a placa mãe. Mas não sei como isso funciona no cérebro.

Ainda que possa se manter latente, essa memória sempre poderá invadir a consciência caso seja acionada. Essa invasão inevitável é semelhante a uma interrupção de hardware em computador. Pelo que li no livro A Arte de Esquecer de Ivan Izquierdo, isso é semelhante ao fenômeno chamado de imprinting do cérebro dos patos.

Certa vez, Galileu Galilei, famoso em sua cidade natal – Florença, Itália – por suas experiências destrambelhadas, largou um ovo de cima da torre de pizza. Ao cair e se estatelar no chão, ele se perguntou “Por que o ovo caiu? ”. Uma senhora que estava passando, olhou pra ele e disse “Simples, porque você o largou! ”. Ao voltar para o seu laboratório, enunciou a lei da queda dos corpos.

No início dessa minha sei lá o quê espiritual, eu desenhava a ideia foco na parte superior de um papel e esperava a imaginação me dar outra ideia. Escrevia as outras ideias no mesmo papel. Depois, tirava esse papel da vista e trocava de contexto. Depois dessa troca, eu facilmente esquecia (tirava da consciência e registrava no inconsciente a localização do papel). Algumas horas depois, eu pegava o papel, refinava e publicava algo.

Depois de algum tempo, ficou mais difícil esquecer as ideias, mas eu só refinava depois de esquecer completamente, para dar liberdade ao inconsciente de tornar possível coisas que a consciência achava impossível. Para conseguir esquecê-las, eu fui aumentando os desafios. Mas teve uma hora que o meu cérebro me disse “Pááááára, senão eu enlouqueço! ”. Quando o teu cérebro disser isso, pára de imaginar qualquer coisa e só age para reduzir o foco do próximo contexto, mais nada.

Se o teu cérebro disser isso só quando algo do corpo pifar, não tenta consertar a coisa pifada com outras ideias. Só remenda da maneira mais simples possível e corre para reduzir o foco do próximo contexto. Apenas registra essas ideias em algum lugar sem deixar a imaginação mexer os dedos das mãos e dizer “sim, sim, salabin” no presente.

Isso me fez produzir ideias mais fortes, mas comecei a demorar mais para publicar coisas novas. A medida que essa demora aumentou, as sensações passaram a ser apenas manifestações estranhas dos meus músculos, não mais do coração. Agora essas manifestações musculares pararam e apenas uns pontos em movimento aparecem de vez em quando e na hora do relaxamento. Apesar de ser totalmente destrambelhado, o movimento desses pontos segue um padrão.

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Paulo Ricardo Silveira Trainini

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