ARO

Leitura em voz alta automática:

ARO

1 – 3 ———————————————–

Ao sentir a aproximação de uma ideia foco, tipo uma inspiração sem tradução textual, o que eu faço é desenhar o que sinto sem escrever nada.

Nessa hora, o ideal é que os estímulos visuais e auditivos percebidos pelo consciente sejam reduzidos ao máximo. Mas quando eu não tenho condições de fazer isso, tipo no meio de um trânsito caótico, eu lanço mão de um truque que já usei inúmeras vezes, com sucesso.

O truque é, além de não escrever nada, eu não desenho. Apenas procuro me lembrar de um fato desagradável da minha infância que posteriormente fortificou a minha mente.

Por exemplo, logo que eu aprendi a andar de bicicleta, eu prendia o pé no aro da roda frequentemente. A medida que eu fui melhorando o equilíbrio e parando menos vezes para me equilibrar novamente, foi diminuindo as vezes que eu prendia o pé no aro. Até que não mais prendi o pé. E quanto mais prática eu pegava, menos eu me preocupava com isso e dava mais atenção para pedalar da maneira mais eficiente possível. Quando eu percebi essa relação, eu dominei a bicicleta mais rápido que o normal.

2 – 3 ———————————————–

Quando eu fui morar em Brasília – DF, eu estava na metade da primeira série. Logo que cheguei lá, a mãe me botou numa escola. Já nos primeiros dias, a professora aplicou uma prova.

As questões eram escritas. Mas eu ainda não tinha aprendido a ler. Quando eu vi a prova com aquele monte de letrinhas extraterrestres, eu arregalei os olhos e a fúria me dominou. A única coisa que eu sabia escrever era “não sei”. Então, respondi tudo com “não sei”. Lá, os alunos já tinham aprendido a ler e escrever na pré-escola.

Isso resultou numa reunião entre eu, a professora, a diretora da escola e a do SOE e a minha mãe. Depois desse episódio amargo, eu entrei no ritmo dos outros naturalmente e mais rápido que o previsto. Por fim, todos viveram felizes pra sempre…

3 – 3 ———————————————–

Uma vez um sábio chinês sonhou que era uma borboleta. Quando acordou ficou na dúvida se era um homem que tinha sonhado que era uma borboleta ou se agora é uma borboleta que tá sonhando que é um homem.

Se, durante um episódio amargo, tu rabiscares algo e achares pura bobagem, não joga fora esse rabisco. Pois, pode ser útil depois para fortificar a mente.

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Paulo Ricardo Silveira Trainini

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