O MEDO SOME

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O MEDO SOME

Nas horas em que sobrevoam na minha consciência coisas que me causam medo (estimuladas auditivamente, visualmente, emocionalmente e etc) a minha razão comanda tudo.

Nessas horas, a razão evita agir ativamente o máximo possível e consulta o sentimento só se quiser. Mas só consulta, não deixa ele agir, ele fica totalmente passivo.

A minha razão se manifesta ativamente só em rajadas. Essas rajadas são compostas de ideias provindas de medos que sobrevoaram a minha consciência e refinadas posteriormente. Essas rajadas são como mísseis produzidos daquelas coisas que causaram medo.

Nas horas em que essas emoções mexem com o meu coração no meio de um turbilhão de informações confusas, tipo um helicóptero sobrevoando próximo do meu ouvido, eu apenas anoto as palavras-chaves dessas emoções. Mas apenas registro essas palavras-chaves no inconsciente (só elas, o resto vai pro lixo) e rapidamente esqueço, tipo colocar um silenciador de som ambiente, e me concentro apenas em fugir do overflow.

Só refino essas ideias que mexeram com o meu coração futuramente quando eu estiver totalmente relaxado e tranquilo.

Se essas ideias fossem coisas a serem usadas em um pomar, elas seriam sementes. Quando eu colho coisas plantadas com essas sementes, o medo some.

Deixa essas sementes serem produzidas no próprio cérebro para que elas não sejam geneticamente modificadas e inseminadas pela convivência social. Assim, o sofrimento não será real.

Paulo Ricardo Silveira Trainini

5 ideias sobre “O MEDO SOME

  1. DESPERTADOR
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    Ao receber uma informação de um contexto diferente, faz apenas uma coisa: armazena essa informação em algum espaço auxiliar da memória ou ignora completamente e mais nada.

    Trata informações desse tipo como a família Silva Sauro tratava aquele monte de monstrinhos que apareciam quando abriam o refrigerador. Depois de fazer esse tratamento, esquece completamente dos monstrinhos.

    Antes de me disciplinar dessa forma, eu só conseguia abrir uma vez o refrigerador e depois tinha que trocar de contexto. Pois, aqueles monstrinhos acabavam com toda a minha tranquilidade.

    Para ter a tranquilidade necessária nesse tratamento, o tempo de duração não pode ter um limite, ele tem que ser completamente elástico. Nessa hora, ignora a hora e prima exclusivamente pela qualidade do tratamento. Depois de tratar, fecha a porta do refrigerador.

    O truque que eu uso para conseguir isso, mesmo com o tempo apertado, é usar e abusar de despertadores. Aí, depois de acertar o despertador para despertar na hora limite, eu o deixo bem longe da minha vista e presto atenção só nos monstrinhos.

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    Paulo Ricardo Silveira Trainini

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