FOCO DO FOCO

Leitura em voz alta automática:

FOCO DO FOCO

Paulo estava preparando uma janta para as suas visitas quando subitamente a caneca cheia de farinha cai no chão e quebra, espalhando farinha e caco de vidro por toda a cozinha – “Ô, droga! Pooorcaria!!!”. Aí, ele foi juntar a porcaria e derramou o copo d’água por cima de tudo – “Ô, estabanado!!!”. Pra piorar, ele cortou a mão em um caco de vidro – “Ô, @#$%&*&(-+&!!!”

Mesmo tendo que abandonar a receita original, Paulo improvisou com o que sobrou. Ainda que não tenha ficado como ele queria, saiu um grude razoável.

Antes de todos saborearem, Paulo se levantou e disse “Bocaberrtê com champinhê. E parra acompanhament, vinho Parrê. Bonapeti.”. Bah, todos ficaram impressionados, adoraram e bateram palmas depois de saborear o grude.

Se uma falha acontece por acaso, pode brotar uma semente criativa. Mas quando premeditada, o resultado é o inverso. E quanto mais se insiste nisso, pior fica. Tipo aqueles programas que as falhas estão no script. Quem assiste frequentemente esses programas, antes de terminar a cena, troca de canal. O problema de trocar de canal muito rápido é ficar desatento, sem foco.

Eu preparo cuidadosamente um contexto em total silêncio, pra não perder o foco. A minha atenção consciente é totalmente voltada para a respiração e os batimentos cardíacos, que me alerta sobre a saúde, que sempre é prioridade. O resto das ações, são totalmente automáticas, puros reflexos condicionados.

O cérebro precisa ser treinado para fortalecer os reflexos condicionados. Eu treino através do Foto Atividade, com as mudanças orientadas pela minha roda da potência neurológica.

foco-do-foco

Foco do foco é exatamente ignorar as coisas menos prioritárias.

Conscientemente, eu ignoro as coisas que não são prioridades no presente, mesmo que sejam igualmente importantes. Faço isso para me concentrar só nas coisas fundamentais, que devem ser tratadas no presente. Isso é exatamente a redução de foco que eu sempre falo. Quanto mais coisas eu ignoro, menor é o diâmetro do foco, mais reduzido ele fica.

O Rubem Penz fez uma frase sensacional (a melhor que eu já vi) sobre isso: “Ser criativo não é ser livre, é livrar-se”. “Livra-se” é igual à “ignorar”.

Se a receita original furar por causa de uma falha não-premeditada, pode resultar em sementes criativas. Essas sementes misturadas com armas racionais poderosas, resultam em alta criatividade.

Mesmo que pareça possível fugir de todas as falhas, é impossível. Em minha opinião, quem sempre foge das falhas, nunca cria. Mesmo que o refinamento tenha armas racionais poderosas para fazer essa tentativa, é um erro. O mais certo é restringir essa fuga a somente as coisas conscientes. Pois, só assim as ideias criativas poderão invadir a praia do consciente.

O Rubem me disse que a criatividade é algo não estável, fugidio, gasoso (etéreo). Quando ele disse que ela é um “livrar-se”, mira na ação, na invenção, no tempo futuro. Depois de cristalizado, o ato criativo ruma paulatinamente para a tradição. E o homem criativo estará vendo adiante (para o desconhecido, para o não feito).

Paulo Ricardo Silveira Trainini

7 ideias sobre “FOCO DO FOCO

  1. NÃO!

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    Nem sempre lavar é o mais higiênico.

    Por exemplo, se um pote de bolacha esvaziou, lavá-lo, secá-lo com toalha, fechá-lo, vai manter uma pequena umidade no recipiente, por mais que se seque. Aí, quando enchê-lo novamente de bolacha, vai mofar.

    Nesse caso, é melhor fechá-lo sem lavar e esperar para enchê-lo de bolacha novamente. Apesar de não ser cozinheiro, acho que tudo que pode mofar funciona da mesma maneira.

    Quando eu era criança, me ensinaram isso e sempre faço isso de maneira automática. Ou seja, não preciso pensar, sigo essa orientação mesmo estando focado em outra coisa. Aposto que foi a minha mãe que me ensinou isso.

    Acho que eu sou semelhante às aves. Depois de nascer, num certo dia e numa certa hora, a primeira coisa que a ave vê, ela encara como mãe e segue sempre, de maneira automática. Se não me engano, o nome desse fenômeno é imprinting.

    Tudo que a minha mãe me diz, eu considero. Mas não sigo exatamente as orientações, apenas considero a opinião dela (diferente da minha) e formulo a minha. Depois, gravo no inconsciente e evoco esse registro, do inconsciente para o consciente, e faço isso de maneira automática.

    Inúmeras vezes, essas ações automáticas já me fizeram sentir ideias criativas. E sempre se tornaram conscientes depois.

    Quando sentires uma ideia criativa, apenas segue em frente e nunca desiste dela.

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    Jaya Shiva Shankara Magical Healing Mantra

    https://www.youtube.com/watch?v=RntXYif-5PE

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    Paulo Ricardo Silveira Trainini

  2. Leitura em voz alta automática: http://sustonosneuronios.org/wp-content/uploads/2018/01/FOCO-DO-FOCO-COMENTÁRIO-2.mp3

    EU TARDO, MAS NÃO FALHO

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    Quando o meu cérebro é desafiado, eu faço a roda girar um pouquinho, aumentando na mesma proporção o seu diâmetro.

    Imaginas que o corpo seja um veículo de transporte. O cérebro é o motorista, que controla o veículo. Cada contexto mexe de alguma maneira o veículo, comandado pelo motorista. Tipo o módulo mais abstrato de um sistema de computador, que é carregado e executado em uma parte reservada da memória de trabalho. Existe espaço para muitos programas em execução (processos) na MT. A MT é consciente, mas é muito menor do que a memória inconsciente.

    Se o desafio assustar mais do que as partes a serem mexidas, elas quebrarão. Nesse caso, todas as informações que ela carrega serão extintas. Há casos em que isso é proposital (doenças neurológicas, vícios, fobias…). Mas em outros casos, não.

    O motorista deve apenas misturar o seu sentimento com a razão. A combinação dos mesmos só poderá ser feita no inconsciente.

    Por exemplo, quando eu sinto que uma pequena peça no inconsciente vai trazer felicidade pro presente do futuro, o motorista calcula um desafio que o seu tamanho comporta. Mas comportar o tamanho não é a mesma coisa que relaxar a peça. Mas sim, dar todo o trabalho que ela consegue fazer, sem passar do seu limite.

    O que cai na minha consciência, apenas deixo fluir e depois silencio tudo de novo. E volto pras minhas coisas habituais. Isso exige disciplina. Vais notar que, dessa forma, as palavras chaves vão se reduzir e os reflexos vão melhorar. Quando isso aumentar muito, é porque a hora de publicar tá chegando. Aí, eu nem anoto mais nada. Só sigo em frente e parto pro abraço na hora certa.

    Nessa hora, a razão falha. Mas têm vezes que se as suas falhas no presente forem só misturadas, não combinadas, serão registradas no inconsciente. E lá, o cérebro testemunha essa mistura e combina da melhor forma, como uma mágica. Essa mágica não segue a lógica.

    A preparação de um contexto é dolorosa e a concentração é absolutamente necessária. Ela lidera sem liderar, só orienta com a máxima parcimônia. Para atingir esse estado, o prazer atrapalha. Eu costumo silenciar todos os estímulos sensíveis para a consciência e ingiro só água. Mas, se a paciência me acompanhar, eu tardo, mas não falho.

    Dá um trabalho do cão ficar um tempão na indecisão, cansado, paralisado com coisas inesperadas e doidas… para, durante o contexto, ser rápido e admitir falhas. Ás vezes, pra si mesmo, outras vezes, pros outros. Para, depois de admitir, só misturar, não combinar.

    Em essência, somos todos iguais. Mas apesar de nos desenvolvermos, mudarmos em várias coisas, envelhecer e morrer, a sede por não desistir nunca morre. Finalmente, depois de todo esse trabalhão, sei lá quando, num instante do presente do futuro, o presente será mais que perfeito. Quem me dera ver isso… :)

    Lá, só o amor prestará atenção em ti. Nossa senhora, me protege dessa!!!

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    JAYA SHIVA SHANKARA MAGICAL HEALING MANTRA

    https://www.youtube.com/watch?v=RntXYif-5PE

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    Paulo Ricardo Silveira Trainini

  3. MEDO NO MEDO

    =========== 1 – 3 ===========

    A camada mais básica da redução de foco é a lavagem pesada da memória de trabalho. Essa lavagem varre da MT todas as informações irrelevantes para o futuro. Registra em memórias de longa duração apenas aquelas informações que causaram algum impacto emocional (agradável ou não), que certamente serão úteis depois. O resto, vai pro lixo.

    Quanto mais forte for esse impacto e menor a sua razão, mais importante é esse registro e menor é importância da busca da sua razão. Nesses casos, apenas registra e rapidamente esquece de tudo, mas ainda não troca de contexto.

    Essa lavagem pesada é apenas uma priorização simples, que limpa a MT de uma forma análoga a uma vassoura de ponta grossa, que tira só a sujeira mais grossa. Nessa hora, informações que causam algum impacto emocional sem nenhum motivo racional aparente parecem puro lixo, mas não. Guarda, não joga fora.

    Quanto maior a intensidade do bombardeio de informações caóticas, maior o potencial da redução de foco. Para uma pessoa com uma boa reserva cognitiva, esse bombardeio é uma excelente notícia. Pois, a chuva de informações conflitantes, imprevisíveis e desagradáveis darão a ela dois presentes:

    1) Possibilidade de reduzir mais ainda o foco durante o enfrentamento desse caos, o que irá clarear ótimas ideias inseridas nessa confusão

    2) Reforçar mais ainda suas reservas cognitivas, aumentando sua longevidade.

    Depois, troca de contexto e lembra só dessas prioridades. Dessa forma, a memória de trabalho será preenchida só com elas. Aí, pensa racionalmente no significado dessas coisas. Pronto, a camada básica está feita. Depois desse commit, só faltará o checkpoint.

    =========== 2 – 3 ===========

    Ao receber um bombardeio caótico de informações, a primeira coisa a se fazer é priorizar as informações que atingem o sentimento. Nessa hora, esquece totalmente a razão e deixa tudo fluir, apenas registrando essas prioridades para resgatá-las depois.

    Uma forma simples de ver que tipo de oportunidades essa redução de foco traz é essa: no meio de uma confusão de gente discutindo, ignora tudo e escreve um pequeno texto. Mas esse texto tem que ser totalmente original, saído da tua própria cabeça. Pode ser uma coisa bem simples, tipo “Que árvore bonita! Mas é estranha. Galhos tortos, poucas folhas…”

    Depois de sair da confusão, relê o texto cuidadosamente e corrige os erros. Ao terminar, relê novamente e refina essa correção. Repete essa releitura até ter certeza que não sobrou nenhum erro. No dia seguinte, logo ao acordar, faz a MP1, toma um cafezinho na sequência e revisa o texto novamente. TCHAINS! 

    Notarás nesse texto coisas invisíveis no dia anterior. Isso aconteceu porque a MP1 fez uma limpeza pesada na memória de trabalho. As sucessivas repetições desse processo vão refinando a limpeza. Antes de pensar em como fortalecer a limpeza, procura não a enfraquecer.

    =========== 3 – 3 ===========

    Imagina que a limpeza da MT é feita por neurônios que formam um time de futebol. Se um jogador de futebol forçar seus músculos no treino mais que sua capacidade suporta antes de um jogo importante, se lesionará, não podendo jogar até se recuperar. Isso o enfraquecerá, requerendo mais tempo para voltar a sua forma anterior.

    Dependendo da lesão, nem terá como voltar ao que era antes. Mas, ao saber disso, se ele se acomodar nessa parada, vai enfraquecer mais ainda. Se receberes uma notícia desse tipo, não desiste por causa do medo.

    Ao invés disso, enfrenta o medo até o fim. Não precisa acabar com ele. Basta meter medo no medo. Isso o enfraquecerá. Se parar, ele vai para o inconsciente e lá terá a paz necessária para treinar e se fortalecer mais ainda.

    É aí que entra a importância da MP2. A medida que vai se repetindo a MP1, cada vez mais a memória de trabalho suporta informações mais confusas, que enriquecerão mais ainda a MP2, ou seja: bola de neve. Isso é análogo ao desenvolvimento de um jogador onde as reservas cognitivas é a sua capacidade. Esse enriquecimento pode ser definido em uma palavra: resiliência.

    Imagina uma pessoa que nasceu e viveu dentro de um país onde não existe convivência com culturas de outros povos. Paulatinamente, suas reservas cognitivas vão diminuindo. Se essa pessoa se aventurar em outro pais bem diferente e conseguir sobreviver por causa da proteção de amigos, poderá achar que pode viver lá sozinha. Se ela se aventurar a fazer isso, se dará mal.

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    PRO LIXO, FUNIL

    Bilhões e bilhões que se vão
    Pro lixo, funil
    É corrupção

    Todos juntos gritam
    Pro lixo, funil
    Pega o ladrão!!!

    De repente uns querem Impeachment ou não
    Parece que tudo é uma só confusão
    Todos atrás da mesma solução
    Basta usar o dedão

    Todos juntos gritam
    Pro lixo, funil, funil.
    Salvem o dedão.

    Todos juntos gritam
    Pro lixo, funil, funil.
    Salvem o dedão.

    Autor dessa paródia: Paulo Ricardo Silveira Trainini

    PRA FRENTE BRASIL – Copa do mundo de 1970

    https://www.youtube.com/watch?v=r1H2goWC6ug

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    Paulo Ricardo Silveira Trainini

  4. Pingback: ESTOURO – SUSTO NOS NEURÔNIOS

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