VAI DIRETO

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VAI DIRETO

Paulo estava tomando seu rico banho bem quentinho quando de repetente queimou a resistência. Bah, que susto! Instantaneamente, a água gelada começou a molhar todo o seu corpo.

– Meu Deus, o que faço!? – Disse ele, apavorado.

E ele precisa pensar rápido, pois é no forte do inverno e se ele demorar muito na indecisão, vira sorvete. Mas antes dessa transformação, ele rapidamente desligou o chuveiro e se secou mesmo todo untado de sabonete.

Felizmente, a casa estava aquecida por causa dos aquecedores ligados e as roupas que ele ia se vestir já estavam sobre sua cama. Aí, foi só correr até o quarto e se vestir.

– Ufa – disse ele, aliviado depois de se vestir.

Segundos depois, esquentou uma água no seu rico fogão a lenha, aqueceu seus pés e mãos, que ainda estavam gelados e finalmente preparou seu rico chimarrão.

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Transformar a roda da potência neurológica em espiral nada mais é do que voltar os ponteiros do relógio do cérebro. Mas não para o primeiro contexto e sim para algum contexto adiante. Ainda, em virtude do reuso de algumas atividades, o diâmetro e o tempo de execução ficam menores.

Se o Paulo não tivesse reutilizado atividades do contexto preparatório ao banho (ligar aquecedores e escolher a roupa), tinha virado sorvete. Com isso, ainda que a gelatina da confusão fique mais mole, Paulo não vira sorvete. A área da informática que aborda esse assunto se chama “Tolerância a falhas”.

Quanto melhor for o suporte provido por essa preparação, menor fica o medo e melhor fica a reação a algum susto, como o que o Paulo levou.

Repara uma coisa, o medo diminui, mas o perigo é o mesmo.

Em virtude de tudo isso, a nitidez aos detalhes dos estímulos amenta. O resultado dessa mola doida é que vai ficando cada vez mais fácil de incluir os contextos em brechas do nosso tempo, pois a duração de cada um vai ficando menor. As ideias também vão ficando mais compactas e poderosas.

No meu caso e imagino que isso valha para todo o homo sapiens, a consciência não consegue pensar de duas formas diferentes ao mesmo tempo. Os pensamentos diferentes precisam ficar inconscientes. Além dos pensamentos diferentes, todos aqueles que suportam a concentração que entram na consciência de forma automática, também. Com esse suporte, a concentração e o aproveitamento dos contextos ficam bem maiores.

Paulo Ricardo Silveira Trainini

Vai Direto – paródia de Get Back, dos Beatles

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4 Comentários

Demarcus Wiseman Publicado em16:21 - 26 de setembro de 2018

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furtdso linopv Publicado em00:37 - 25 de setembro de 2018

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Paulo Ricardo Silveira Trainini Publicado em11:07 - 9 de agosto de 2016

NASCEU UMA IDEIA
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“Em um lugar escuro nos encontramos. E um pouco mais de conhecimento ilumina nosso caminho.”
– Yoda (Star Wars) –

Quando uma ideia nasce, eu sinto uma alteração abruta de algo. Seja o que for (batidas cardíacas, preferências alimentares, músculos, tom ou timbre da voz, etc), é nítido. Mas, como um filho, essa ideia precisa ser bem tratada até florescer. Senão, ela não vinga.

Nesse tratamento rola indecisão, confusão, cansaço, tempo apertado, previsões negras, medo, etc. Essas coisas enxergam inimigos aparentemente invencíveis. Mas essa impressão não é real. Nessas horas, quanto mais conhecimento, melhor.

Se esses inimigos aparentemente invencíveis forem enfrentados pelas bordas, a sua força vai diminuindo até ficar menor que a tua, como um prato de sopa quente. Isso exige paciência. Mas se tentares comer o seu coração antes da hora, vais te queimar.

Mesmo que as probabilidades maiores sejam de vitória, espera. Não vale a pena arriscar no incerto. Quando aquela ideia que nasceu florescer e iluminar tudo, aí sim: ataca.

Esquece a vaidade. Ela é uma terrível conselheira. Considera os fatos e quando pensares na contramão deles, deixa pra decidir depois, em algum contexto mais adiante.

Enquanto isso, vai direto nas bordas. Mantém as tuas opiniões, mas age parcimoniosamente. Isso exige paciência, quase sempre evita meter os pés pelas mãos e se arrepender depois.

Paulo Ricardo Silveira Trainini

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O Mingau

Esse cafezinho que tomo correndo
Me lembra aquele mingau delicioso.
Hum…como tava gostoso.
Mas o desgranido veio fervendo.

Como dizem por aqui,
Comecei pelas bordas, de mansinho.
Mas ao sentir o gostinho
Da cobertura de canela, não resisti.

Me atraquei no prato,
Como fogo no mato.
Queimei o beiço, ardeu a goela, respingou no peito.
Nem deu prá sentir o gosto direito.

Por tanta pressa, logo pensei
Bem feito, me estrepei.

Fiquei todo errado.
Aguentei no osso,
Estiquei o pescoço
E engoli o desgramado.

Paulo Ricardo Silveira Trainini

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Poesia também disponível em http://sustonosneuronios.org/ -> Site 1) Susto Nos Neurônios -> COMENTÁRIOS -> ESTRATÉGIAS -> Inspiração (poesia 5 do cap. 2)

    Eli Rosane da Silva Costa e Publicado em21:40 - 13 de março de 2019

    *VAI DIRETO- uma paródia sensacional, gostei da cantoria e do ” vai direto no que tá mais à mão… Vai Paulo. Os instrumentos guitarra& teclado ficaram show! Tens talento musical e mesmo sendo paródia respeitas os tempos de cada estrofe! Parabéns!!

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