TIC

Leitura em voz alta automática:

TIC

Quanto mais incertezas eu tenho sobre o futuro, mais eu reduzo o foco. Reduzir o foco é a mesma coisa que aumentar o grau dos meus “óculos da atenção no presente”. Dessa maneira, eu fico totalmente concentrado só nas coisas palpáveis.

Com isso, eu consigo sentir com muito mais plenitude as coisas do presente. E quanto maior for a minha bagagem racional, mais automáticas ficam as minhas defesas e mais tranquilidade eu ganho para tratar melhor essas coisas.

Dessa forma, eu chegarei no futuro com muito mais “missões cumpridas” e mais fôlego pra curtir o resultado. Lá no futuro, serei amigo do rei. Terei a mulher que eu quero na cama que escolherei.

Antes de me operar da perna espatifada, eu achava que bastava a ciência se desenvolver mais para conseguir prever todas as coisas que poderiam acontecer no futuro. Mas depois de pegar o pluct plact zum, vi que isso nunca irá acontecer.

Todas as pessoas que eu conheci, tanto pelos livros quanto em sociedade, que insistiram nisso se deram mal.

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Logo antes de iniciar um contexto, olha a hora. Depois, manda o relógio pra pqp e se manda sem destino. Deixa no consciente só as coisas palpáveis, mais nada.

Aí, não devaneia, trata o melhor possível essas coisas palpáveis. Assim, mesmo as irracionais, de alguma forma, te ajudarão no futuro. Absolutamente todas as vezes aconteceu exatamente assim comigo.

Quando sentires um “tic” no coração, arregala os olhos e congela todos os estímulos possíveis. Dá um nome curto para esse “tic”, repete esse nome curto (palavra-chave), mentalmente algumas vezes, registra, esquece e troca de contexto. A operação na informática similar a isso se chama “checkpoint”.

Depois de tudo isso, joga no lixo tudo que está na memória de trabalho. Depois da execução dessa pena de morte, acelera e parte pra outra.

Paulo Ricardo Silveira Trainini

Vou-me Embora pra Pasárgada

7 ideias sobre “TIC

  1. As religiões exploram o nosso lado espiritual, mas de forma limitada.

    Elas chamam a força do mal de diabo, que deve ser morto. Mas, até hoje, nenhuma conseguiu matá-lo. Estranho, há milênios elas tentam fazer isso, mas nunca conseguiram. Eu extraí essa informação do livro “Sapiens”, de Yuval Noah Harari.

    Essa e outras limitações confundem os religiosos. Eu procuro explorar o meu lado espiritual sem seguir nenhuma orientação religiosa. Eu acho isso muito melhor. Pois assim, esses limites nunca chegam. Isso é como a linha do horizonte: devemos enfrentá-la, mas não faz sentido alcançá-la.

    Prá mim, a razão da existência eterna do diabo é simples: precisamos encará-lo para nos inspirarmos.

    Quando eu me defronto com uma situação diabólica, eu me esforço para encará-la como um desafio a ser enfrentado, não como um inimigo que deve ser morto.

    Também, não deixo o prazer entrar antes desse enfrentamento. Isso só borra a coragem.

    Se eu (ou nós) encarar esse desafio como um inimigo (ou eles) que deve ser morto, fatalmente vai rolar sangue e embolar o meio de campo. Daí o jogo vai virar uma arena de gladiadores.

    Quanto maior é a minha concentração, menor fica a necessidade de controlar o tempo e espaço. Aí, a minha visão para perto fica bem nítida e eu consigo extrair inspirações sem despejar sangue desnecessário.

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    Paulo Ricardo Silveira Trainini

  2. “Não existe número mais magro do que o um (1). O mais gordo, por sua vez é o zero (0). E, mesmo sendo tão diferentes na aparência, adoram se reunir para, juntos, formarem uma dupla muito festeira”

    – RUBEM PENZ –

    DLOGA
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    A arte que fala de si própria é uma arte em decadência. Em seu livro “A Arte da Guerra”, Nicolau Maquiavel disse para selecionar guerreiros que não fazem guerra por arte.

    Quando algo inesperado e totalmente esquisito me acontece, a minha tentação inicial é de resolver na mesma hora. Mesmo com a máxima prudência, as armas que eu uso são só as que eu tenho na consciência. Ainda que as sejam fundamentais, elas escondem soluções simples.

    Por exemplo, eu costumava estender a toalha de secar louça em um lugar que não que não pega sol. Ela não secava nunca. Aí, quando eu me dei conta desse problema, eu logo imaginei em botar um secador nesse lugar. Seria só comprar um secador baratinho e resolvido. Mas, como eu já sou macaco velho, eu fiz diferente:

    Depois de usar, devolvi a toalha pro mesmo lugar. De propósito, para ela ficar úmida e, ao invés de registrar “secador”, registrei “toalha não seca”. Depois de algumas horas, lavei outra louça e, sem menor lembrança da existência de secador, veio na consciência “Essa dloga de toalha não seca”. Aí, eu rapidamente olhei para os outros lugares de estender e troquei com algo que pegava sol e que não precisava secar. Dessa forma, resolvi o problema instantaneamente e sem gastar um centavo.

    Quando eu aprendo as estratégias de uma arte e me aparece um problema, eu lanço mão das melhores armas e procuro resolver rapidamente o problema. Essas armas começam gordas e vão definhando. Para engordar de novo, elas precisa fazer festa com a consciência bem magrinha.

    Depois de esquecer completamente a existência do secador, eu digo pra esse magrinho ansioso: te vira

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    Paulo Ricardo Silveira Trainini

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